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Polícia prende segundo suspeito de assalto à esposa de Pedro Bial em São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (26) o segundo suspeito de envolvimento no assalto à jornalista Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial. O crime ocorreu na última quinta-feira (22), quando Maria caminhava pela região da Lapa, na Zona Oeste da capital paulista, acompanhada da filha de 6 anos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem preso integra uma quadrilha de motociclistas especializada em roubos na cidade. No sábado (24), um primeiro integrante do grupo já havia sido detido no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul. De acordo com o boletim de ocorrência, o assaltante desceu de uma motocicleta usando capacete azul e bolsa de entregador, anunciou o roubo e exigiu joias e o telefone celular da vítima. Ele ainda obrigou a jornalista a fornecer a senha do aparelho antes de fugir. Durante a investigação, a Polícia Civil concluiu que o crime não foi cometido por um único autor. Imagens de câmeras de monitoramento e o cruzamento de dados indicaram a participação de três motocicletas, que atuaram de forma coordenada em um esquema descrito pelos investigadores como “comboio tático”. Uma das motos, uma Honda CG azul, foi utilizada diretamente na abordagem. Outra, uma Honda PCX azul, teria dado cobertura à ação. Já uma terceira motocicleta, segundo a SSP, uma Honda CG Cargo branca, circulava junto às demais antes, durante e após o assalto, monitorando a região e auxiliando na fuga. As três motocicletas foram flagradas por radares e câmeras inteligentes em diferentes pontos da cidade, inclusive minutos antes do crime. Com a identificação da terceira moto e a suspeita de que os envolvidos seriam moradores de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, a Polícia Civil acionou a Guarda Civil Municipal do município. Por volta das 15h30 desta segunda-feira, o segundo suspeito foi abordado na Avenida Governador Mário Covas. No momento da abordagem, ele utilizava o mesmo capacete registrado nas imagens do assalto. Questionado, negou participação no crime e não soube explicar a origem da motocicleta. Em depoimento, afirmou ainda que já havia praticado roubos anteriormente. Com base nas apurações, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito, que foi decretada pela Justiça. Nas redes sociais, Maria Prata relatou o episódio. “Não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara”, escreveu, referindo-se à filha. “Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece”, acrescentou. A polícia informou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.
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January 27, 2026 at 11:55 AM
Em claro recado a Trump, União Europeia e Índia fecham acordo comercial após 20 anos de negociação
A União Europeia e a Índia concluíram um acordo de livre-comércio após quase duas décadas de negociações, como parte de um esforço para aprofundar os laços econômicos que ganhou impulso devido às políticas tarifárias agressivas do governo Trump. Após nova ameaça tarifária de Trump: China afirma que acordo com Canadá 'não tem terceiros como alvo' ‘Não mexa no meu champanhe’: França sobe o tom contra Trump e rejeita ameaça de tarifa de 200% “Concluímos o acordo de todos os acordos”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma publicação nas redes sociais na terça-feira. A chefe do braço executivo da UE, que estava em Nova Délhi para marcar o momento ao lado do presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, acrescentou que o pacto “criou uma zona de livre-comércio de dois bilhões de pessoas, com benefícios para ambos os lados”. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, celebrou o acordo como um meio de fortalecer os setores de manufatura e serviços do país, ao mesmo tempo em que aumenta a confiança dos investidores na terceira maior economia da Ásia. — A Índia concluiu seu maior e mais histórico acordo de livre-comércio — disse Modi em uma entrevista coletiva conjunta em Nova Délhi. — Este acordo histórico tornará mais fácil para nossos agricultores e pequenas empresas alcançarem os mercados europeus. Initial plugin text A conclusão das negociações reflete o rápido rearranjo do alinhamento global sob o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A UE, apesar de ter se chocado por muito tempo com autoridades indianas sobre política comercial, está focada em reduzir sua dependência econômica dos EUA e da China. A Índia tenta se desvencilhar de sua reputação protecionista e compensar uma tarifa de 50% imposta por Trump, ao mesmo tempo em que equilibra suas relações com a Rússia. ‘Balde de água fria’: Especialistas apontam as perspectivas do acordo UE-Mercosul na Justiça europeia Espera-se que o acordo dobre as exportações de bens da União Europeia para a Índia até 2032, depois que Nova Délhi concordou em eliminar ou reduzir tarifas sobre 96,6% das remessas, segundo um comunicado da Comissão Europeia. A UE, por sua vez, eliminará ou reduzirá tarifas sobre 99,5% dos bens importados da Índia ao longo de sete anos, informou o Ministério do Comércio e Indústria da Índia. Trata-se do acordo comercial mais ambicioso da Índia até hoje. Nova Délhi concordou em permitir a entrada de até 250 mil veículos fabricados na Europa no país com alíquotas preferenciais — uma cota mais de seis vezes maior do que a prevista em outros acordos recentes. O acordo daria à Índia uma vantagem competitiva na exportação de bens intensivos em mão de obra duramente atingidos pelas tarifas de Trump, incluindo vestuário, gemas, joias e calçados. Bruxelas também ofereceu compromissos vinculantes sobre mobilidade estudantil e vistos pós-estudo, além de concessões em 144 setores de serviços. A Índia manteve seu setor de laticínios, politicamente sensível, fora do acordo. — A Índia ascendeu e a Europa está verdadeiramente satisfeita com isso, porque quando a Índia tem sucesso, o mundo é mais estável, mais próspero e mais seguro — disse Ursula von der Leyen na coletiva, acrescentando que o pacto envia uma “mensagem forte de que a cooperação é a melhor resposta aos desafios globais.” Veja: Como será a reunião no Panamá com Lula e outros líderes latino-americanos, uma versão regional do fórum de Davos Espera-se que o pacto seja formalmente assinado após a revisão jurídica, que provavelmente levará cerca de seis meses. O Parlamento Europeu também terá de ratificá-lo. O anúncio ocorre poucos dias depois de a UE finalmente ter assegurado um acordo comercial, há muito em gestação, com o bloco do Mercosul, formado por países da América do Sul — outro pacto destinado a ajudar a UE a se afastar economicamente dos Estados Unidos e da China. Os parlamentares europeus, no entanto, ainda não ratificaram esse acordo. Modi, de forma semelhante, tenta encontrar novos mercados para um país que Trump certa vez apelidou de “rei das tarifas”. O acordo desta terça-feira marcou o quarto tratado comercial de Modi desde maio passado, após pactos com o Reino Unido, Omã e Nova Zelândia. Em post nas redes: Trump ameaça elevar tarifas sobre produtos da Coreia do Sul para 25% após impasse no Parlamento A nação do sul da Ásia também busca parcerias com o bloco do Mercosul, Chile, Peru e o Conselho de Cooperação do Golfo, na esperança de garantir recursos estratégicos e expandir a presença global da Índia. O comércio bilateral entre a União Europeia e a Índia alcançou US$ 136,5 bilhões no ano fiscal indiano encerrado em março de 2025, com a UE respondendo por mais de 17% das exportações totais da Índia, segundo dados oficiais. A Índia é o nono maior parceiro comercial da UE. O anúncio provocou uma resposta positiva imediata de entidades industriais da Alemanha, a maior economia da UE, bem como de membros da coalizão governista do chanceler Friedrich Merz, em Berlim. — O acordo com a Índia sobre este crucial tratado comercial chega exatamente no momento certo — afirmou Dirk Jandura, presidente do lobby alemão de comércio exterior, acrescentando que o pacto reduzirá tarifas em setores-chave, fortalecendo as perspectivas para pequenas e médias empresas. — Se implementarmos o acordo rapidamente, ele poderá aliviar parte da pressão sobre as turbulentas relações comerciais transatlânticas — disse Jandura. Acordo também no campo de defesa A UE e a Índia também estão se aproximando no campo da defesa, ao anunciar uma nova parceria de segurança. Segundo um comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira, o pacto amplia a cooperação em áreas tradicionais de defesa, incluindo o desenvolvimento e a produção conjunta de armas, e estabelece um mecanismo para o compartilhamento de informações sigilosas. Tarifaço: Lula e Trump 'saudaram o bom relacionamento' e brasileiro acerta visita aos EUA em ligação Modi vem buscando ampliar a produção de defesa na Índia e procura adquirir tecnologia de países como Alemanha e França. O acordo fornece um arcabouço para que a indústria indiana estabeleça parcerias com contrapartes europeias na produção de equipamentos militares. O pacto também fará com que os dois lados cooperem mais estreitamente no monitoramento da região do Oceano Índico, onde a China ampliou sua presença nos últimos anos ao deslocar flotilhas de navios de guerra. — Não estamos apenas tornando nossas economias mais fortes; também estamos garantindo segurança para nossos povos em um mundo cada vez mais inseguro — disse von der Leyen. Initial plugin text
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January 27, 2026 at 11:55 AM
João Campos diz que 'Não vai passar impune'
O prefeito de Recife (PE), João Campos (PSB), criticou o que chamou de "uso político" da Polícia Civil de Pernambuco depois da revelação de que o secretário de Articulação Política e Social do município, Gustavo Monteiro, teve a rotina monitorada por agentes. O caso virou uma nova frente de embate entre Campos e a governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), que devem se enfrentar nas próximas eleições. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito destacou que a ação não ficará impune. Pastores: Defesa pede a Moraes que Bolsonaro receba padre na prisão após STF autorizar visitas Governo: Lula escolhe ex-número 2 de Padilha para comandar a articulação política — O que está em jogo não é a polícia investigar, mas é fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção, mas eu também não tolero perseguição — disse. — Queria dizer a vocês que tudo isso não vai ficar impune. Porque não vale tudo para disputar uma eleição. A Secretaria de Defesa Social do estado, sob gestão de Raquel Lyra, alega que o procedimento, iniciado após o recebimento de uma denúncia anônima, foi legal e que foi arquivado sem ter apontado irregularidades. Campos disse que as diligências sem ordem judicial configuram perseguição com motivação política. — Foi revelado que inquéritos foram desarquivados por interesse eleitoral, perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem B.O., sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso. Isso é um absurdo. Se não fosse a imprensa livre denunciando isso, aonde é que isso iria parar? Quem é que está dando essas ordens? É interesse de quem? Será que iam construir provas falsas? Uma realidade que não existe para incriminar pessoas inocentes? — questionou o prefeito. Campos citou, ainda, que é alvo de redes de "ódio" e mentiras desde 2024, quando disputou a reeleição. Na ocasião, o político afirmou que a polícia arquivou uma investigação sobre supostas irregularidades em creches, mas depois, em período eleitoral, retomou o caso. — Depois da eleição, arquiva de novo. Aí vem uma ação absurda como essa, três delegados, sete agentes num grupo informal de WhatsApp. Quem é que deu a ordem para formar esse grupo? Para tomar essas medidas ilegais e criminosas? Isso não está certo, é ilegal, é imoral — reclamou. Monteiro foi monitorado por policiais entre agosto e outubro de 2025. Ele era seguido de carro pelos agentes, que compartilhavam informações sobre a rotina do secretário em um grupo de mensagens, no qual também participavam delegados. No grupo, uma foto do secretário foi compartilhada, acompanhada de uma segunda mensagem que o descrevia como “alvo da missão”. O caso foi revelado pela TV Record no domingo. Rastreador em veículo Os agentes seguiram um carro que era usado tanto por Monteiro quanto pelo irmão, Eduardo, que acabou também sendo monitorado. Em setembro, um equipamento rastreador foi instalado no veículo, que se encontrava estacionado próximo a um mercado do Recife, onde Eduardo, que trabalha como assessor na prefeitura da cidade, fazia compras. “Bom dia. Rotina do veículo se repetiu pela manhã. Veículo chega à prefeitura às 8 horas. Entra na garagem do subsolo e sai muito, rapidamente, apenas com o motorista”, diz uma das mensagens obtidas pela emissora de televisão. Alvo em grupo de mensagens Reprodução Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco disse ter deflagrado a operação “Nova Missão” após receber uma denúncia anônima sobre o suposto pagamento de propina sendo feito a um servidor público do município do Recife. Como a investigação não encontrou evidências, um inquérito não chegou a ser aberto. As autoridades negam irregularidades no procedimento. “Segundo jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), as denúncias anônimas não autorizam instauração imediata de inquérito policial, sendo utilizadas apenas como fonte de informação, razão pela qual foram iniciadas as diligências preliminares, como de praxe, focadas na movimentação do veículo em questão, para verificação da procedência ou não da denúncia”, diz o órgão. Na segunda-feira, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, defendeu a conduta da Polícia Civil e afirmou que o procedimento foi regular. Segundo ele, não é necessário autorização judicial para instalar o equipamento usado para rastrear o carro. A prefeitura do Recife reagiu e disse em nota que “repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política”. No texto, a administração municipal diz que o episódio “caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral”, além de ser uma “tentativa de uso eleitoral”. O advogado Eduardo Trindade, que representa Monteiro, diz ter solicitado à Polícia Civil uma cópia do procedimento: — O que queremos saber é se a investigação foi formal ou informal. O caminho natural após o recebimento de denúncia é instaurar um verificação preliminar, que seja feita dentro do sistema da polícia. Um delegado para investigar vai ter de registrar um boletim de ocorrência, seja em sede de investigação preliminar ou inquérito. Parlamentares ligados ao grupo político de Campos criticaram a Polícia Civil. Em uma publicação nas redes sociais, a vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, deputada federal Maria Arraes (Solidariedade), classificou a conduta das autoridades como “inadmissível” e se referiu ao episódio como um caso de espionagem. O deputado estadual Sileno Guedes, líder do PSB na Assembleia Legislativa de Pernambuco, fez uma publicação em tom semelhante, na qual afirma que a “Polícia Civil de Pernambuco vem sendo usada para espionar adversários”.
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January 27, 2026 at 11:50 AM
Casa Branca recua e tenta afastar Trump da resposta inicial do governo à morte de americano por agentes federais
Diante da ampla comoção provocada pela morte de um manifestante no sábado, em Minneapolis, a Casa Branca recuou na segunda-feira, retirando da cidade um alto funcionário da área de fronteiras e tentando distanciar o presidente Donald Trump da resposta inicial de seus principais assessores. Nos primeiros momentos após o episódio, integrantes do governo haviam classificado o homem morto por agentes federais como um “terrorista doméstico” que estaria “exibindo” uma arma — versão posteriormente desmentida por imagens em vídeo. Contexto: Sob pressão das ruas e de aliados, Trump recalibra tom sobre operação em Minnesota Cronologia: Vídeos que mostram abordagem de agentes federais que levou à morte de americano contradizem versão do governo A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou defender a retórica adotada por autoridades como Stephen Miller, vice-chefe de gabinete, e Kristi Noem, secretária de Segurança Interna. Ambos foram os mais vocais na disseminação de acusações falsas contra a vítima, Alex Pretti, que foi baleado cerca de dez vezes por agentes de imigração após, aparentemente, filmá-los com seu celular. Pretti tinha autorização legal para portar arma em Minnesota. Ainda assim, vídeos mostram que ele nunca sacou o armamento e que suas mãos estavam visíveis no momento em que foi atingido pelas costas. Integrantes da Casa Branca reconheceram que a morte — a segunda de um cidadão americano que protestava contra a presença do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis — representava uma das ameaças políticas mais graves enfrentadas por Trump desde a posse, há pouco mais de um ano. Mesmo assim, a administração pareceu paralisada, sem disposição para recuar formalmente das declarações de Miller e Noem, amplamente reproduzidas dentro do governo, enquanto enviava Leavitt para sustentar que os fatos ainda estavam em apuração. Nenhuma evidência foi apresentada para sustentar as acusações feitas pelos dois auxiliares, que se tornaram o rosto da ofensiva do presidente republicano para deportar imigrantes em situação irregular nos EUA. Embora Leavitt tenha evitado contradizê-los diretamente, insistiu que o presidente não endossava a violência. Ela também se recusou a defender os ataques dirigidos a Pretti nos primeiros momentos após o episódio. — Ninguém na Casa Branca, inclusive o presidente Trump, quer ver pessoas feridas ou mortas nas ruas dos Estados Unidos da América — disse ela a repórteres. — Obviamente, foi uma situação muito dinâmica e de rápida evolução ao longo do fim de semana. Quanto ao presidente Trump, por quem eu falo, ele disse que quer deixar a investigação prosseguir e permitir que os fatos conduzam este caso. Cronologia mostra abordagem de agentes federais que levou à morte de Alex Pretti Mudança de tom Há dois dias, a Casa Branca tenta conter as repercussões da morte. Democratas intensificaram as críticas às ações do governo, enquanto republicanos começaram a se somar aos pedidos por uma investigação justa. Até a Associação Nacional do Rifle (NRA), tradicional aliada de republicanos, saiu em defesa de Pretti, que possuía permissão para porte oculto de arma. A reação bipartidária no Congresso elevou o risco de uma nova paralisação do governo. Parlamentares passaram a ameaçar bloquear recursos destinados ao ICE após a morte. Foi nesse contexto, segundo dois funcionários com conhecimento do assunto que falaram ao New York Times sob condição de anonimato, que a administração planejava retirar de Minneapolis Gregory Bovino, um oficial da Patrulha de Fronteiras conhecido por táticas duras e alvo frequente de críticas. Outros agentes deveriam sair da cidade com ele — o sinal mais recente de que o governo estava recuando em sua ação de fiscalização agressiva dentro da cidade. Diante da instabilidade: Trump envia ‘czar’ anti-imigração para Minnesota após morte de americano por agentes federais Horas antes de circular a informação sobre a saída de Bovino, Trump enviou seu principal responsável pela área de fronteiras, Tom Homan, para supervisionar a operação de imigração em Minneapolis. Ao mesmo tempo, o presidente suavizou o tom contra o governador de Minnesota, Tim Walz, após uma ligação telefônica entre os dois. Bovino havia sido um dos primeiros a divulgar informações falsas sobre Pretti. Ainda assim, a Casa Branca se recusou a reconhecer que suas declarações — assim como as de outros altos funcionários na administração — foram refutadas pelos vídeos. Leavitt descreveu Bovino como “um grande profissional” que “vai continuar a liderar, com muita força, a Alfândega e a Patrulha de Fronteiras em todo o país”. Nova abordagem Em sua mais recente mudança de postura, Trump deixou de responsabilizar Walz pela violência em Minneapolis e afirmou que, durante a conversa telefônica, os dois “pareceram estar na mesma sintonia”. Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que Walz estava “feliz” com o envio de Tom Homan a Minnesota. Mais cedo, o presidente havia anunciado que Homan atuaria como seu representante pessoal na supervisão das operações do ICE no estado. A nova abordagem contrastou fortemente com as declarações do fim de semana, quando Trump culpou Walz e outros democratas de Minnesota pela morte de Pretti. Os comentários repetiram o tom adotado após o assassinato, neste mês, de Renee Good, morta por agentes federais. Ao elogiar operações em Washington e em outras cidades como um “tremendo sucesso”, Trump afirmou que os índices de criminalidade em Minnesota estavam “bem mais baixos”, acrescentando: “Tanto o governador Walz quanto eu queremos melhorar ainda mais!”. Após morte de americano: Autoridades de Minnesota entram na Justiça para tentar impedir destruição de provas Em comunicado, o gabinete do governador descreveu a conversa como “produtiva” e informou que os dois discutiram questões mais amplas que estão no centro das queixas do estado em relação à ofensiva migratória. Segundo o governo estadual, Walz disse a Trump que eram necessárias investigações imparciais sobre as duas mortes e pediu a redução do número de agentes federais em Minnesota. Trump concordou em garantir uma apuração justa e em avaliar a diminuição do contingente. Mas, mesmo enquanto Trump tentava recompor a relação com Walz, Leavitt manteve a estratégia anterior da administração de argumentar que o governador e os democratas de Minnesota eram os responsáveis pelo caos. Em declarações à imprensa, ela afirmou que “essa tragédia ocorreu como resultado de uma resistência deliberada e hostil, por semanas, por parte de líderes democratas em Minnesota”. Reação padrão A reação da administração à morte de Pretti seguiu um padrão semelhante ao adotado inicialmente após a morte de Renee Good. Nos dois casos, autoridades do governo se apressaram em atacar as vítimas e defender os agentes do ICE antes da conclusão de qualquer investigação. Com a divulgação de vídeos que levantaram dúvidas sobre as circunstâncias das mortes, a Casa Branca passou a ajustar o discurso. Alex Jeffrey Pretti e Renee Nicole Good: Quem são os mortos a tiros por agentes federais nos EUA Na semana passada, Trump descreveu a morte de Good como uma “tragédia” e disse ter se sentido “terrivelmente mal”, acrescentando que os agentes de imigração enviados às ruas às vezes “vão cometer um erro”. A mudança de tom foi significativa para o presidente, que afirmou ter sido informado de que o pai de Good era seu apoiador fiel. O governo abandonou, então, a sugestão de que ela fosse uma terrorista doméstica. — Quando a mulher foi baleada, eu me senti terrivelmente mal com isso — disse Trump, classificando o episódio como “uma coisa horrível”. — E eu entendo os dois lados.
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January 27, 2026 at 11:50 AM
Enquetes do BBB 26 apontam favorito para sair no segundo paredão, veja parciais atualizadas
Chegou a vez de três homens encararem o paredão: Brigido, Leandro e Matheus estão na berlinda e um dos participantes será eliminado nesta terça-feira (27), depois da novela "Três Graças". Lembra deles no BBB? Veja o antes e depois de todos os 423 participantes que já passaram pelo reality show Ex-lavador de carros e o 'mô' de Yasmin Brunet: quem é o milionário que está em Noronha com a modelo Initial plugin text A enquete do site de Cultura do GLOBO (abaixo) aponta Leandro como favorito do público para sair, com 46,95%. Em segundo, está Matheus, com 40,18% dos votos. Brigido fica em terceiro, com 12,87%. Vote na enquete a seguir: Quem sai do BBB 26? Initial plugin text Parciais O cenário muda na enquete realizada pela Coluna Play, também do GLOBO, onde Matheus tem 49,1% da preferência do público. Leandro vem a seguir com 33,35% e Brigido aparece em terceiro lugar, com 17,74%. O resultado é parecido na votação realizada pelo jornal Extra, onde Matheus tem 49,41%, seguido de Leandro, com 32,44%; e Brigido, com 18,15%. A enquete do jornal gaúcho Zero Hora também mostra o gaúcho Matheus como favorito para deixar a casa, com 53,6% dos votos. Leandro fica em segundo, com 24,7%, e Brígido em terceiro, com 21,97% dos votos. O cenário se mantém na votação da CNN: Matheus tem 55% dos votos, Leandro tem 27%, e Brígido tem 18%. Matheus também está levando a pior na enquete do site Notícias da TV, do UOL, onde aparece com 54,56% dos votos, seguido de Leandro (27,54%) e Brígido (17,90%). Initial plugin text Como foi formado o paredão? Leandro foi escolhido para o paredão por Alberto Cowboy e Brigido após uma dinâmica realizada no ao vivo, na sexta-feira (23). Eram várias caixas e cada uma delas continha uma determinação para os competidores. Já no domingo, o líder Babu Santana indicou Matheus enquanto Brigido entrou pela votação da casa. Initial plugin text
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January 27, 2026 at 11:37 AM
Prefeito de Milão diz que agentes do ICE não são bem-vindos nos Jogos de Inverno: 'Milícia que mata'
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou nesta terça-feira que os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos “não são bem-vindos” à cidade, que sediará os Jogos de Inverno a partir de 6 de fevereiro. Acompanhe o caso: Autoridades de Minnesota entram na Justiça para tentar impedir destruição de provas após morte de americano por agentes federais Cronologia: Vídeos que mostram abordagem de agentes federais que levou à morte de americano contradizem versão do governo Trump — Esta é uma milícia que mata… Está claro que não são bem-vindos em Milão, não há dúvida disso. Simplesmente, podemos dizer não a (o presidente estadunidense Donald) Trump por uma vez? — declarou Sala em entrevista à emissora RTL 102.5 Radio. Na mesma terça-feira, um porta-voz do ICE confirmou à AFP que agentes de um organismo que atua sob a alçada da agência participarão das operações de segurança durante os Jogos Olímpicos de Inverno, programados para ocorrer entre 6 e 22 de fevereiro. O ICE está no centro de críticas após a morte de dois cidadãos norte-americanos em Minneapolis, durante operações contra a imigração irregular. “Nos Jogos Olímpicos, a divisão de Investigações de Segurança Interna do ICE está apoiando o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos e o país anfitrião para avaliar e mitigar riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais”, informou a agência em um comunicado. “Todas as operações de segurança permanecem sob autoridade italiana”, acrescentou, especificando que “obviamente o ICE não realiza operações de controle migratório em países estrangeiros”. O serviço de segurança interna (HSI, na sigla em inglês) é uma agência federal que, sob a égide do ICE, investiga um grande número de crimes — cibercrime, tráfico sexual de crianças, tráfico de armas e drogas, entre outros — e que, segundo seu portal na internet, também é responsável por proteger os cidadãos dos Estados Unidos “em casa, no exterior e online”. A possível presença de agentes do ICE nos Jogos, que serão realizados em Milão-Cortina de 6 a 22 de fevereiro, provoca um grande debate na Itália após a indignação relacionada à morte de dois civis norte-americanos em operações contra imigrantes em Mineápolis. As autoridades italianas inicialmente negaram a presença do ICE e depois tentaram minimizar seu papel, indicando que só ajudariam na segurança da delegação americana. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, assistirão à cerimônia de abertura em Milão no dia 6 de fevereiro. 'Czar' anti-imigração em Minnesota O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que enviaria seu "czar" anti-imigração, Tom Homan, ao estado de Minnesota, em meio à crescente tensão após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes federais de imigração na cidade de Minneapolis, no último sábado. A decisão surge em um momento em que alguns assessores do presidente americano expressaram, em conversas privadas, preocupação com o fato de a situação cada vez mais instável em Minneapolis estar se tornando um problema político para a Casa Branca. "Estou enviando Tom Homan para Minnesota esta noite", escreveu Trump em sua rede Truth Social nesta manhã. "Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é firme, mas justo, e se reportará diretamente a mim". Homan possui extensos laços com o o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Ele liderou a ala de deportação da agência durante o governo do ex-presidente Barack Obama, afirmando na época que apoiava os esforços para deter criminosos perigosos que se encontravam ilegalmente no país. Anos depois, foi escolhido para ser o diretor interino da agência durante o primeiro mandato de Trump. Juntamente com outros dois líderes seniores, Homan recomendou uma política que levou à separação de famílias na fronteira em 2018. Como czar da fronteira, ele assumiu um papel de comunicação e frequentemente aparece na televisão ou concede entrevistas coletivas a repórteres em frente à Casa Branca, divulgando a mensagem da repressão à imigração promovida pelo governo Trump e defendendo publicamente suas táticas. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, escreveu nas redes sociais que Homan administraria as operações do ICE no estado e coordenaria a investigação do governo sobre fraudes no estado, acrescentando que ele "continuaria prendendo os piores imigrantes ilegais criminosos". 'Constituição protege': Morte de manifestante em Minneapolis leva grupos pró-armas a confrontar o governo Trump sobre direito ao porte A gestão das operações em campo tem sido, em grande parte, responsabilidade de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, juntamente com outros líderes da agência, incluindo Gregory Bovino, que tem supervisionado as operações da Patrulha da Fronteira em todo o país. Noem elogiou publicamente a decisão de enviar Homan para Minnesota em uma publicação nas redes sociais. “Esta é uma boa notícia para a paz, a segurança e a responsabilização em Minneapolis”, escreveu ela. O Wall Street Journal avalia que a decisão de enviar Homan para liderar as operações em Minneapolis provavelmente sinaliza um desejo por uma mudança significativa de táticas na região. Segundo o jornal americano, Homan e Kristi Noem, que lidera o Departamento de Segurança Interna (DHS) — agência à qual o ICE e a Patrulha de Fronteira são subordinados — têm tido uma relação conflituosa praticamente desde o início do governo. Homan, que é veterano do ICE, sempre enfatizou a importância de concentrar os esforços do órgão na caça a criminosos perigosos que vivem ilegalmente nos EUA. Mas Noem, que exerce um controle muito mais direto sobre as agências de imigração, tem favorecido a abordagem mais ostensiva, que envolve agentes realizando prisões indiscriminadas e empregando táticas militares contra manifestantes. Nos últimos seis meses, altos funcionários do governo têm preferido a estratégia da secretária de Segurança Interna, analisa o WSJ. Eles têm demonstrando satisfação em perseguir cidades-santuário — como são conhecidos os municípios que não cooperam com o escritório de imigração— e seus manifestantes liberais. Com isso, a influência de Homan diminuiu, mas o anúncio desta segunda-feira pode indicar uma reversão nessa abordagem.
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January 27, 2026 at 11:28 AM
Atlético de Madrid tem volante Éderson como alvo no final da janela de transferência, diz jornal
O Atlético de Madrid entra na reta final da janela de transferências em busca do reforço considerado ideal para o meio-campo. O nome escolhido é o do brasileiro Éderson, atualmente na Atalanta. As conversas, iniciadas há semanas, seguem em andamento tanto com o jogador quanto com o clube italiano, embora o acordo ainda esteja distante de ser fechado. Especulado no Vasco, Douglas Luiz entra na mira do Aston Villa O volante é visto como a principal opção para suprir a lacuna deixada por Conor Gallagher no elenco colchonero. Monitorado pelo Atlético há pelo menos duas temporadas, Éderson só não chegou antes por entraves financeiros. Desta vez, o cenário é diferente: com contrato válido até junho de 2027, o jogador já comunicou à Atalanta que não pretende renovar e deseja deixar o clube, seja agora ou na próxima janela europeia, quando restará apenas um ano de vínculo. Nos bastidores, o Atlético avalia estar em posição estratégica. Além da boa relação com o atleta, os laços entre os dois clubes são considerados sólidos, reforçados por negociações recentes envolvendo jogadores como Juan Musso, Matteo Ruggeri e Giacomo Raspadori. A diretoria espanhola tenta reduzir os valores exigidos pela Atalanta, contando também com a postura ativa de Éderson, que tem manifestado o desejo de atuar no futebol espanhol. Segundo pessoas próximas à negociação, jogadores do elenco do Atlético entraram em contato direto com o brasileiro nos últimos dias para reforçar o interesse. A resposta foi clara: ele quer jogar no Metropolitano.
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January 27, 2026 at 11:10 AM
Perseguição no Tanque termina com um suspeito morto e dois presos após ação da PM
Policiais militares do Batalhão de Jacarepaguá (18º BPM) prenderam, na manhã desta terça-feira, dois homens acusados de integrar uma quadrilha especializada em roubos de veículos e cargas na Zona Oeste do Rio. A ação ocorreu após um confronto armado no bairro do Tanque, durante uma operação de patrulhamento para coibir crimes na região. Dois policiais civis são feridos em operação que busca bandidos do CV suspeitos de roubos Mapa do crime: veja os bairros do Rio com mais roubos e furtos de celular durante o carnaval De acordo com o comando da unidade, agentes realizavam rondas nas proximidades da Rua Jaqueiras quando identificaram um veículo ocupado por suspeitos. Ao tentarem realizar a abordagem, os policiais iniciaram um cerco tático que se estendeu até a Rua Cândido Benício. Já na altura do Tanque, os ocupantes do carro efetuaram diversos disparos contra as equipes da Polícia Militar, dando início a um confronto. Após o fim da troca de tiros, três homens foram encontrados feridos no local. Um deles não resistiu aos ferimentos e morreu. Os outros dois suspeitos foram socorridos sob custódia policial para uma unidade hospitalar da região. Com o grupo, os policiais apreenderam um revólver e um bloqueador de sinal de GPS, equipamento comumente utilizado em roubos de veículos. Segundo a PM, o policiamento segue reforçado na área. Initial plugin text
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January 27, 2026 at 11:10 AM
Corte Interamericana decide que Brasil é responsável por violar direitos humanos de sequestrador de Olivetto
A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) decidiu que o Brasil é responsável pela violação de direitos humanos de Mauricio Hernández Norambuena, autor do sequestro do publicitário Washington Olivetto, e que ficou 17 anos preso em isolamento até ser extraditado para o Chile, em 2019. O julgamento tratou de denúncia da Defensoria Pública da União (DPU) contra o regime de "solitárias" nos presídios brasileiros, o chamado Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Maurício Norambuena foi preso em 1º de fevereiro de 2001 e submetido ao RDD entre fevereiro de 2002 e novembro de 2006 — ou seja, 4 anos, 9 meses e 29 dias. Depois, ele foi transferido para o Penitenciária Estadual de Avaré, em São Paulo. A Corte declarou a responsabilidade internacional do Estado "em virtude das condições particulares de detenção" às quais Norambuena foi submetido. O tribunal também responsabilizou o Brasil pela "falta de fundamentação adequada e suficiente" das decisões que determinaram a aplicação e a prorrogação da RDD ao detento, bem como pela "falta de acesso a recursos judiciais efetivos para questionar a aplicação desse regime". A DPU, que representou o chileno, argumentou que o "isolamento prolongado e a incomunicabilidade são formas de tratamento cruel e desumano, prejudiciais à integridade psíquica e moral dos indivíduos em situação de prisão". Ao retornar ao Chile, em 2019, Norambuena passou por uma avaliação médica pelo Departamento de Direitos Humanos do Colégio Médico do Chile e pelo Instituto Nacional de Direitos Humanos, que constataram impactos em sua saúde física e mental. Na sentença, a CIDH considerou que o isolamento deve ser uma medida de caráter excepcional, sujeita à revisão por autoridade judicial e que, em nenhum caso, pode ser absoluto ou indefinido, o que contrariaria o respeito à dignidade inerente ao ser humano. Além disso, avaliou que medidas especiais de segurança devem estar ancoradas na lei e buscar fins legítimos e cumprir os requisitos de idoneidade, necessidade e proporcionalidade. A Corte ainda estabeleceu que pessoas submetidas a esses regimes devem contar com acompanhamento profissional para garantir sua saúde mental, em condições dignas. Diretrizes criadas pela ONU para tratamento de presos no mundo, as Regras de Mandela — nome em referência ao ex-líder sul-africano, mantido numa cela de dois metros quadrados por 18 anos durante o Apartheid — vetam o "confinamento solitário prolongado". No documento, esse confinamento é definido como a situação em que o preso fica por mais de 15 dias na cela individualizada, sem contato humano significativo e com permissão apenas para banhos de sol de duas horas. É com base nessa convenção internacional, da qual o Brasil é não apenas signatário, mas foi parte ativa para sua aprovação, que o RDD e o SPF foram denunciados na CIDH. Mauricio Hernández Norumbuena é um ex-integrante da Frente Patriótica Manuel Rodriguéz, braço armado do Partido Comunista do Chile durante a ditadura de Pinochet (1973-1990). Ele havia sido condenado à prisão perpétua duas vezes no Chile, uma pelo assassinato do senador Jaime Guzmán, fundador do partido Unidão Democrata Independente e aliado do governo Pinochet, e outra pelo sequestro de Christian Edward, herdeiro do jornal "El Mercurio", em 1991. Ele estava foragido da justiça chilena na época do sequestro de Olivetto, depois de escapar de helicóptero de uma prisão de segurança máxima em 1996. Condenado a 30 anos de cadeia pelo sequestro do publicitário, Norumbuena cumpria pena no sistema penitenciário federal brasileiro desde 2002. Em 2004, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição do sequstrador para o Chile, mas com a condição de que a pena de prisão perpétua à qual ele havia sido condenado no país fosse substituída por uma de até 30 anos, que é o limite imposto pela Constituição Brasil. O sequestro Na noite de 11 de dezembro de 2001, o publicitário estava a caminho de casa quando foi abordado em uma falsa blitz na Praça Marechal Cordeiro de Farias, em Higienópolis, São Paulo. Os integrantes da quadrilha agrediram o motorista que dirigia o carro e levaram Olivetto em outro automóvel. Segundo as edições do Jornal O GLOBO da época, o refém foi levado para um imóvel na Rua Kansas, no bairro do Brooklin, onde permaneceu por 53 dias. O cômodo em que ele foi mantido durante todo esse tempo, em condições precárias, tinha 1 metro de largura por 3 metros de comprimento, sem janelas ou qualquer outra entrada de luz. O publicitário não podia sequer sair para ir ao banheiro, tinha que fazer suas necessidades numa lata de lixo. Depois de ser libertado, Olivetto estava pálido e fraco. Ele contou que os criminosos o fizeram ouvir música alta o tempo todo, para que ele não escutasse as conversas do lado de fora. Além disso, o refém era monitorado por câmera de vídeo. Todo o sequestro foi planejado pelo grupo de Norumbuena, formado por chilenos e argentinos, ao longo de dez meses. Na manhã do dia 2 de fevereiro de 2002, policiais prenderam seis pessoas numa chácara em Serra Negra, no interior de São Paulo, entre elas, Mauricio Hernández Norumbuena, líder do grupo. Os agentes chegaram ao local acionados pelo dono do imóvel, que desconfiou dos inquilinos. Na chácara, os policiais encontraram fitas cassetes e bilhetes, entre eles um escrito por Olivetto. Após a prisão, Norumbuena, já na capital paulistana, deu ordem para soltar o refém, mas não revelou seu paradeiro. Os comparsas no cativeiro foram embora, deixando o publicitário no imóvel. Olivetto percebeu que estava sozinho e começou a gritar. Naquela noite, um apagão havia cortado a eletricidade na região. Foi então que uma vizinha, estudante de Medicina, ouviu seus berros, usando um estetoscópio, e chamou a polícia.
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January 27, 2026 at 11:10 AM
Do Brasileirão à extinção: conheça os clubes que chegaram à elite e desapareceram do mapa
Um novo Brasileirão começa nesta quarta-feira. E começa sem estreantes. Há histórias novas, claro, como a volta do Remo à elite depois de 31 anos. Mas ninguém vai pisar pela primeira vez no palco principal. O último a fazer isso foi o Mirassol, ano passado, tornando-se o 161º clube a disputar a elite do futebol brasileiro, considerando todas as fases da competição: do Torneio dos Campeões de 1937 à Taça Brasil, do Robertão ao Brasileirão moderno. Esse número, porém, esconde outro dado, mais curioso e menos celebrável. Trinta desses 161 clubes simplesmente não existem mais. Desapareceram do mapa. Ou seja, em média, quase um a cada cinco clubes que já chegou à elite do Brasileirão deixou de existir de alguma forma. E O GLOBO mergulhou numa ampla pesquisa histórica para entender quem foram esses clubes, por que chegaram lá e, principalmente, como e por que desapareceram. O resultado é um retrato pouco convencional do futebol brasileiro: menos sobre títulos e glórias, mais sobre projetos interrompidos, apostas mal calculadas, mudanças de época e mortes silenciosas. Por que morreram Há formas muito diferentes de desaparecer do futebol brasileiro. Algumas definitivas. Outras, quase burocráticas. Ao menos oito desses 30 clubes foram extintos juridicamente. Encerraram atividades, fecharam sedes, desapareceram do cartório e da memória institucional. O Eletrovapo, de Niterói, é um exemplo clássico. Campeão estadual em 1964 — numa época em que o Campeonato Fluminense reunia os clubes do antigo Estado do Rio, fora do eixo da capital — o clube fundado por funcionários da Companhia Eletrovapo de Serviços Marítimos disputou a Taça Brasil de 1965 e encerrou oficialmente suas atividades em 1977, sufocado por dificuldades financeiras. O clube fez e terminou sua única participação na elite nacional invicto, sem sofrer derrotas em campo. Caiu fora do torneio não por bola, mas por sorte — eliminado no cara ou coroa após uma sequência de três empates contra a Desportiva-ES. É apontado como o único clube que chegou, jogou e deixou o Brasileirão de forma invicta. E já que não mais existe, nunca mais vai perder. Nem vencer. Outros clubes morreram para dar origem a algo novo. Em Curitiba, esse tipo de “extinção planejada” foi quase uma política esportiva. O Ferroviário desapareceu ao se fundir com outros clubes históricos e dar origem ao Colorado, que viria a ser, entre os extintos, o clube com mais participações no Brasileirão. Anos depois, o próprio Colorado também foi extinto: desta vez para se unir ao Pinheiros e formar o Paraná Clube. Clubes que morreram, mas o futebol seguiu: outro nome, outra camisa, outro CNPJ. Há ainda um grupo significativo de clubes que não chegou a morrer, mas desligou o futebol profissional. O Metropol, de Criciúma, talvez seja o caso mais emblemático. Campeão estadual, participante da Taça Brasil e dono de uma excursão internacional pela Europa nos anos 1960, que o levou a ser chamado de "Real Madrid Catarinense". O clube escolheu abandonar o profissionalismo e seguir apenas no amadorismo. Ou o Fonseca, de Niterói, forte hoje como clube social e no futsal. Mas o Galo Carijó, seu apelido e mascote, não canta em um torneio profissional já há mais de seis décadas. Existem ainda os clubes que entraram em estado de hibernação: não foram oficialmente extintos, mas também não disputam campeonatos profissionais há décadas. Permanecem como entidades jurídicas, nomes em listas antigas, placas enferrujadas em sedes sociais ou páginas esquecidas na internet, Essa tipologia ajuda a entender que a maior parte desses times não desapareceu por um único motivo trágico ou espetacular. Muitos foram simplesmente desligados da tomada quando o futebol deixou de fazer sentido econômica, política ou institucionalmente. Como sumiram Ao agrupar as histórias desses clubes, a reportagem encontrou algumas causas recorrentes, quase famílias de desaparecimento, que ajudam a explicar por que tantos projetos chegaram à elite e não resistiram ao passo seguinte. A mais comum é o custo da profissionalização. Clubes de bairro ou do interior que conseguiram chegar à Taça Brasil num momento em que o futebol nacional ainda cabia no orçamento de uma cidade média, mas não suportaram o aumento acelerado das despesas. O problema, nesses casos, raramente foi a chegada à elite. Foi o dia seguinte. O Estrela do Mar, de João Pessoa, ilustra bem esse padrão. Fundado em 1953, o clube foi campeão paraibano em 1959 e disputou a Taça Brasil de 1960. Aquela participação nacional, porém, coincidiu com o último suspiro competitivo do time. No mesmo ano em que chegou ao topo, deixou a primeira divisão estadual. Não houve uma queda brusca, nem um episódio traumático. O clube simplesmente não conseguiu sustentar a nova escala de viagens, elenco e estrutura exigida pelo futebol profissional. O auge virou ponto final. O Santa Cruz de Estância, em Sergipe, também parece escrito como parábola. Pentacampeão estadual entre 1956 e 1960 e pioneiro sergipano nas competições nacionais do período, o clube entrou em declínio justamente com a implantação do futebol profissional no estado. Jogadores saíram, o elenco envelheceu, o padrão caiu. O tamanho do Brasil foi grande demais para um clube de uma pequena cidade do menor estado da federação. Outro grupo numeroso é o dos clubes que nasceram, viveram e morreram conforme a saúde (ou a paciência) de um único patrono. Quando o projeto econômico acabou, o time acabou junto, sem drama nem romantização. O exemplo mais emblemático é o Perdigão, de Videira-SC. Criado e sustentado por uma gigante do ramo alimentício, o clube carregava no nome a própria fonte de financiamento. Representou, por um breve período, a ideia de clube-empresa antes mesmo de o termo virar moda. Quando o futebol deixou de fazer sentido dentro da estratégia empresarial, foi simplesmente descontinuado. Essa lógica ajuda a entender também um desaparecimento bem mais recente: o do J. Malucelli. O clube chegou à elite em 2000, pela intrincada Copa João Havelange, virou Corinthians Paranaense em uma parceria improvável, voltou ao nome original e, anos depois, encerrou o futebol profissional por decisão do dono. Não houve falência ou trauma. Apenas a constatação fria de que o projeto não compensava mais. E o futebol foi desligado como quem fecha uma filial. Há também os clubes cuja existência dependia menos da bola e mais do ambiente político-institucional ao redor. Eram fortes enquanto havia contexto, apoio e utilidade. O Guanabara, de Brasília, é quase uma metáfora pronta: nasceu literalmente como Clube Esportivo Câmara dos Deputados, reunindo servidores transferidos para a nova capital e surfando um momento em que Brasília ainda aprendia a existir — inclusive no futebol. Chegou à elite quando a cidade ainda se organizava como centro administrativo do país. Quando o cenário mudou, o clube perdeu função, fôlego e razão de ser. A mesma lógica ajuda a explicar o caçula dos extintos: o Grêmio Barueri, que chegou à Série A em 2009 e 2010 embalado por forte apoio do poder público local. Depois vieram disputas políticas, mudança de sede, quedas consecutivas, anos de inatividade e, em 2025, a desfiliação oficial. Histórias separadas por décadas, mas unidas pelo mesmo roteiro: quando a sustentação política acaba, o futebol também perde o chão. Quando disputaram Um olhar temporal, que mostra quando esses clubes disputaram a elite, ajuda a entender por que tantos chegaram, e por que quase nenhum ficou. Na prática, essas histórias atravessam três Brasileirões diferentes, separados menos por nome e mais por lógica. O primeiro deles é o de 1937, num futebol ainda tão amador que o próprio Estado entrava em campo. A Liga da Marinha, um dos seis participantes, não era um apelido: tratava-se literalmente de uma equipe ligada à força naval brasileira, formada por militares que competiam em igualdade com clubes civis. Em um futebol ainda em organização, instituições entravam em campo com naturalidade. A grande concentração de clubes extintos, porém, aparece no período pré-1971, durante a Taça Brasil e o Robertão. Vinte e dois dos 30 clubes extintos disputaram a elite nesse intervalo. Não por acaso. O formato facilitava o acesso: bastava ser campeão estadual para entrar no torneio nacional, as campanhas eram curtas e a logística, mais simples. Era um Brasileirão mais aberto e, justamente por isso, mais instável. Já no Brasileirão pós-1971, mais longo, caro e profissionalizado, o cenário muda radicalmente: quanto mais o torneio se consolidou como produto, menos permissivo ele se tornou para aventuras de curto prazo. Nos primeiros tempos, o campeonato era uma porta giratória. Com o passar das décadas, virou um funil. De onde são A geografia também pode ser responsável pelo fim de um clube de futebol. Depois de mais de duas décadas adormecido, o Olímpico, representante amazonense na Taça Brasil de 1968, ensaiou um retorno em 2007, inscrito na segunda divisão do Estadual. A volta era discreta, mas carregava simbolismo. O problema é que, por ali, o futebol ainda depende do mapa. Na viagem de barco até Manicoré, onde enfrentaria o CDC, o clube encontrou um adversário invencível: uma tempestade com ventania forte o suficiente para encerrar a excursão antes do apito inicial. O jogo não aconteceu, o W.O. veio, e o Olímpico tentou recorrer com o argumento mais literal possível: um “caso fortuito com força da natureza”. A Federação Amazonense de Futebol não se comoveu. Tratou a viagem como inexistente, manteve o W.O. e aplicou uma suspensão de dois anos. O futebol perdeu para a floresta, e o Olímpico nunca mais voltou a campo. Entre os 30 clubes extintos que já disputaram a elite do futebol brasileiro, três estados lideram com folga: Paraná, com suas fusões de equipes, Distrito Federal e Rio de Janeiro: são seis clubes de cada. No Rio, o desaparecimento tem outra lógica: durante décadas, o Campeonato Fluminense funcionou como uma elite própria, reunindo os clubes do antigo Estado do Rio, fora da capital. Times que foram campeões estaduais, disputaram competições nacionais e sustentaram projetos sólidos dentro daquele recorte. A fusão entre os estados da Guanabara e do Rio, em 1975, mudou radicalmente o cenário. A partir dali, esses clubes passaram a dividir espaço com Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. O problema não foi um erro específico. Foi estrutural. O ambiente deixou de permitir a sobrevivência. Já a capital talvez concentre a história mais simbólica. Brasília tentou organizar o futebol ao mesmo tempo em que organizava a própria cidade. Clubes surgiram rapidamente, quase sempre ligados a órgãos públicos, universidades, construtoras ou repartições. A capital do país se consolidou. O futebol, não. Poucos exemplos fecham essa narrativa com tanta clareza quanto o Rabello. O clube levava o nome e era patrocinado pela construtora responsável por algumas das obras mais emblemáticas da nova capital — o Palácio da Alvorada, o Supremo Tribunal Federal, a rodoviária do Plano Piloto, os prédios centrais da Esplanada dos Ministérios. Em campo, foi tetracampeão brasiliense e disputou competições nacionais. Fora dele, simbolizava a crença de que Brasília também poderia erguer um futebol forte do zero. A empresa ajudou a construir a cidade. O clube não conseguiu sobreviver a ela. Histórias da capital do Brasil, histórias desse imenso Brasileirão que recomeça quarta. Com cada um dos 20 clubes veteranos querendo, definitivamente, sair vivo da competição.
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January 27, 2026 at 10:52 AM
Ex-jogadores e técnicos iranianos pedem ao presidente da Fifa que condene a repressão às manifestações no país
O ex-meio-campo do Bayern de Munique e da seleção iraniana (127 partidas), Ali Karimi, enviou uma carta aberta ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo que a entidade condene os assassinatos, prisões e ameaças contra jogadores de futebol no país. Karimi assina o documento com outros membros da comunidade do futebol local, como árbitros, treinadores e jornalistas esportivos. A carta também foi endereçada aos presidentes das mais de 200 federações que integram a Fifa. O texto menciona um “movimento nacional, popular e cívico” que enfrenta uma “repressão sistemática”, denunciando atos que se enquadrariam como “crimes contra a humanidade e crimes de guerra”. O documento cita a morte de mais de 18 mil pessoas durante as manifestações dos últimos meses — há estimativas de organismos internacionais com números ainda mais elevados. Entre elas, “um número significativo de integrantes da comunidade do futebol”. Initial plugin text Alguns nomes dos mortos ligados ao futebol foram citados na carta, como Mojtaba Tarshiz, ex-jogador da primeira divisão e pai de dois filhos; Saba Rashtian, árbitra assistente do futebol feminino; o treinador da base Mehdi Lavasani; os jogadores Amirhossein Mohammadzadeh e Rebin Moradi; e Mohammad Hajipour, goleiro do beach soccer. A mensagem destinada a Infantino afirma que "o futebol, como o fenômeno social mais influente do mundo, não pode e não deve permanecer em silêncio diante de execuções, assassinatos, prisões arbitrárias e ameaças contra atletas.” Os signatários pedem às entidades do futebol que condenem publicamente os atos, exijam sua interrupção imediata e acionem todos os instrumentos jurídicos e disciplinares para proteger os membros do futebol iraniano.
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January 27, 2026 at 10:52 AM
Polícia Civil faz operação contra venda clandestina de medicamentos emagrecedores, na Zona Oeste do Rio
Policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon) deflagraram, nesta terça-feira, a terceira fase da Operação Estética Segura, que tem como objetivo combater a venda clandestina de medicamentos usados para emagrecimento. A ação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros de Campo Grande e Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Até o momento, quatro pessoas investigadas foram levadas para a delegacia para prestar esclarecimentos. Novas unidades: Castro assina decreto que cria batalhões da PM em São Gonçalo, Nova Iguaçu, Jacaré e Maricá 24% a mais do que em 202: Aumenta número de bandidos de outros estados e até países presos pela PM do Rio: foram 209 no ano passado De acordo com as investigações, profissionais da área estética ofereciam, de forma ilegal, medicamentos à base de tirzepatida — princípio ativo indicado para o tratamento de diabetes e que vem sendo utilizado de maneira irregular para emagrecimento — em clínicas de beleza. Os agentes da Decon apuraram que a comercialização acontecia sem qualquer autorização ou controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), colocando em risco a saúde dos consumidores. A Polícia Civil frisa que segue atuando de forma permanente para identificar e responsabilizar os envolvidos, além de desarticular quadrilhas especializadas na distribuição e comercialização ilegal desse tipo de medicamento. Initial plugin text
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January 27, 2026 at 10:52 AM
Enem como diploma: alunos reclamam que não conseguem emitir certificado e temem perder vaga em faculdade
Estudantes têm se queixado que não conseguem emitir o certificado de conclusão da educação básica com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que, por isso, poderiam perder as vagas em universidades. Os alunos disseram ao g1 que o Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) não tem respondido a solicitações nem informado como os documentos podem ser obtidos a tempo das matrículas nas faculdades. Quando sai o resultado do Sisu 2026? Veja como consultar e prazos da lista de espera Inscrição Prouni 2026: Veja como se inscrever passo a passo Como O GLOBO mostrou em agosto, a prova voltou a atrair candidatos com mais de 18 anos que não terminaram a educação básica depois que o Ministério da Educação (MEC) decidiu retomar a certificação do ensino médio por essa via — esse grupo teve um crescimento de mais de 200%. Para obter a certificação via Enem, é preciso tirar pelo menos 450 pontos em cada uma das quatro provas objetivas (Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Humanas) e 500 na Redação. Os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou em outros vestibulares têm de comprovar a conclusão da educação básica para cursar o Ensino Superior. Sem o documento, porém, os estudantes temem ter problemas na matrícula. Além disso, embora o período de inscrição esteja próximo, até esta segunda-feira o Inep não havia divulgado quais os institutos federais e secretarias de educação que poderiam emitir certificado de conclusão do Ensino Médio. Ao g1, o Inep disse que vai lançar um aplicativo até o início de março para que os candidatos concluam o processo pela via digital. Como as matrículas estão marcadas para fevereiro, as instituições de ensino serão avisadas dessa "pendência" do documento. O presidente do órgão, Manoel Palacios, afirmou ao portal que o app estará disponível para que, em 2 de março, os alunos possam fazer a solicitação do certificado de forma online. — A Secretaria de Educação Superior está providenciando comunicação formal para todas as instituições de ensino, inclusive as vinculadas ao Sisu, informando que só a partir de 2 de março os certificados serão emitidos — afirmou Palacios. O GLOBO entrou em contato com o Inep e aguarda retorno.
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January 27, 2026 at 10:52 AM
Emprestado ao Atlético-MG, Biel é negociado por time português e vai jogar na Arábia Saudita
O atacante Biel, de 24 anos, está a caminho da Arábia Saudita para realizar exames médicos e assinar contrato com o Al-Shabab, afirma o jornal português A Bola. O jogador pertence ao Sporting, com vínculo válido até 2029, e será novamente cedido por empréstimo. O Al-Shabab ocupa atualmente a 14ª posição da Saudi Pro League. Lamine Yamal brilha em campo e aposta em carro 'pé no chão' fora dele O ponta vinha atuando pelo Atlético Mineiro, também por empréstimo, após não se firmar na equipe comandada por Rui Borges. No futebol brasileiro, porém, o rendimento ficou aquém do esperado: um gol e duas assistências em 24 partidas, números distantes da projeção feita quando chegou ao clube mineiro. Antes disso, Biel teve passagem discreta pelo Sporting. Com a camisa alviverde, disputou apenas sete jogos, sendo titular em uma única oportunidade — na derrota para o Borussia Dortmund, na Alemanha, pela segunda mão do playoff da Liga dos Campeões, quando a eliminatória já estava praticamente decidida após o 3 a 0 sofrido em Lisboa. A ida para o Al-Shabab marca a terceira experiência internacional de Biel fora do Brasil. Antes, o jogador havia atuado pelo STK Samorin, da Eslováquia, em 2019, além da passagem por Portugal.
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January 27, 2026 at 10:29 AM
Pro Criança faz ‘Show de talentos’ especial para comemorar seus 30 anos
O Pro Criança Cardíaca inicia quarta-feira as comemorações de seus 30 anos de atuação com uma edição especial do “Show de talentos”, marcada para as 11h, em seu auditório, em Botafogo. Aberto ao público, o evento transforma trajetórias atravessadas por desafios de saúde em expressão artística, valorizando autoestima, criatividade e fortalecimento emocional. Atração cultural: A caminho do centenário, Museu Casa de Rui Barbosa volta a receber público com novidades Botinhos ao mar: Projeto dos Bombeiros esgota as cinco mil vagas em oito minutos Criado a partir da escuta clínica da equipe de psicologia do projeto, o “Show de talentos” surgiu como desdobramento do acompanhamento psicológico de crianças e adolescentes atendidos. A iniciativa, impulsionada pela psicóloga Claudia Marcia Blois e pelo pedagogo Pedro Chicri, desloca o foco da condição médica para as potencialidades individuais, integrando arte e saúde mental ao cuidado oferecido pela instituição. — O “Show de talentos” simboliza a essência do trabalho desenvolvido ao longo de três décadas. Cuidar da saúde dessas crianças sempre significou cuidar da vida por inteiro. Quando vemos nossos pacientes no palco, expressando seus talentos e sua alegria, temos a certeza de que estamos cumprindo nossa missão —afirma Rosa Célia, fundadora do Pro Criança Cardíaca. Nesta terceira edição, o evento se estrutura em torno de quatro eixos simbólicos: os 30 anos do Pro Criança Cardíaca, a atenção à saúde mental, o estímulo aos talentos e a chamada Marca da Vitória, conceito que representa as conquistas e as superações vividas por cada criança ao longo de sua trajetória. Ao todo, 16 crianças e adolescentes sobem ao palco para apresentações que incluem canto, dança, rap, desenhos, artes manuais e até demonstrações esportivas. Cada performance busca refletir não apenas habilidades artísticas, mas o processo de fortalecimento emocional promovido pelo projeto ao longo dos anos. Initial plugin text
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January 27, 2026 at 10:29 AM
Polícia busca nos morros dos Prazeres e do Escondidinho bandidos do CV suspeitos de roubos de veículos
Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-Cap) fazem, nesta terça-feira, uma operação nas comunidades dos Prazeres e do Escondidinho, na região central do Rio, em busca de bandidos do Comando Vermelho (CV) suspeitos de envolvimento em roubos de veículos. As favelas são apontadas por investigadores como base operacional da facção para receptação de automóveis roubados. Há informações de troca de tiros na região. Não há notícias de feridos. Novas unidades: Castro assina decreto que cria batalhões da PM em São Gonçalo, Nova Iguaçu, Jacaré e Maricá 24% a mais do que em 202: Aumenta número de bandidos de outros estados e até países presos pela PM do Rio: foram 209 no ano passado A ação — mais uma fase da Operação Torniquete — é resultado de um trabalho de investigação e inteligência que identificou uma rede de criminosos que atua nos Prazeres e no Escondidinho. Os agentes visam a cumprir medidas cautelares contra os investigados, além de recuperar veículos roubados e reunir informações para auxiliar nas apurações dos crimes. As diligências têm o apoio de unidades dos departamentos gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Initial plugin text
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January 27, 2026 at 10:11 AM
Lamine Yamal brilha em campo e aposta em carro 'pé no chão' fora dele
Autor do lance mais plástico da partida entre FC Barcelona e Oviedo, Lamine Yamal foi eleito o MVP do jogo após transformar um cruzamento de Dani Olmo em uma semi-chilena precisa, no canto direito do gol. Mas não foi apenas o futebol que colocou o jovem atacante em evidência nesta semana. Com negócio fechado, Flamengo monta operação financeira para sacramentar compra de Paquetá; entenda Fora das quatro linhas, Yamal também tem despertado curiosidade por suas escolhas no universo automotivo. Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS News, o jogador afirmou que, no futuro, pretende ter “o carro que meus amigos possam aproveitar”, descartando modelos superesportivos. — Não será um Lamborghini. Com um Audi, um Mercedes ou um Cupra eu já fico satisfeito — disse. A preferência não é por acaso. A Cupra mantém parceria com o Barcelona para fornecer veículos à equipe, e Yamal já foi visto dirigindo um modelo da marca espanhola. O carro de Lamine Yamal O jogador utiliza um Cupra Formentor eHYBRID, SUV híbrido plug-in oferecido em versões de 204 e 272 cavalos. A autonomia elétrica varia entre 117 e 124 quilômetros, segundo dados oficiais. Na Europa, o modelo parte de 33.760 euros, o equivalente a cerca de R$ 212 mil, na cotação de R$ 6,28 por euro. Outros modelos citados pelo atacante também estão longe de serem “populares”, mas ficam abaixo do padrão dos supercarros: Cupra Born: a partir de 24.950 euros (R$ 156,7 mil). Audi A1 Sportback: desde 29.230 euros (R$ 183,6 mil). Mercedes-Benz Classe A: a partir de 38.939 euros (R$ 244,5 mil). Antes de pensar em trocar de carro, Yamal ainda precisa concluir o processo para obter a carteira de habilitação. Na mesma entrevista, contou que enfrenta dificuldades com a parte teórica. — É complicado, faz tempo que não estudo desde que saí da ESO. Tenho que começar do zero, com calma — afirmou.
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January 27, 2026 at 9:48 AM