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Quem é Tom Homan, o 'czar' anti-imigração enviado por Trump a Minnesota
Diante da escalada de tensão em Minnesota após a morte do enfermeiro Alex Pretti durante uma abordagem de agentes federais, o presidente Donald Trump anunciou o envio de seu “czar” anti-imigração ao estado. Trata-se de Tom Homan, veterano do aparato migratório dos Estados Unidos e um dos rostos mais duros da política de repressão à imigração adotada pela Casa Branca. Trump envia 'czar' anti-imigração para Minnesota após morte de americano por agentes federais “Estou enviando Tom Homan para Minnesota esta noite”, escreveu Trump em sua rede Truth Social. Segundo o presidente, Homan se reportará diretamente a ele e terá papel central na condução das operações federais no estado. Trajetória no ICE e ligação com Trump Homan construiu carreira dentro do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega). Durante o governo Barack Obama, chefiou a ala de deportações da agência, defendendo a prioridade na expulsão de imigrantes considerados criminosos. No primeiro mandato de Trump, foi nomeado diretor interino do ICE, cargo no qual ganhou projeção nacional. Em 2018, Homan esteve entre os responsáveis por recomendar a política de separação de famílias na fronteira com o México, medida que gerou forte reação internacional e marcou de forma duradoura a imagem do governo Trump na área de direitos humanos. O papel de “czar da fronteira” No atual governo, Homan atua como uma espécie de “czar da fronteira” — um posto informal, mas de grande visibilidade. Ele é frequentemente escalado para entrevistas e coletivas em frente à Casa Branca, onde defende publicamente as ações do governo contra a imigração ilegal e atua como porta-voz político da estratégia de endurecimento. Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, Homan vai coordenar as operações do ICE em Minnesota e supervisionar investigações federais no estado, mantendo o foco na prisão de “imigrantes ilegais criminosos”. Até agora, a condução das operações vinha sendo liderada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defensora de uma abordagem mais ostensiva, com ações em larga escala e uso de força contra manifestantes. O The Wall Street Journal avalia que o envio de Homan sinaliza uma possível mudança de tática, já que ele costuma defender operações mais direcionadas a alvos específicos. A relação entre Homan e Noem é descrita como tensa desde o início do governo. Nos últimos meses, a linha dura da secretária prevaleceu, com foco em confrontar cidades-santuário e movimentos de protesto. A decisão de Trump de despachar Homan para Minneapolis pode indicar uma tentativa de retomar controle político sobre uma crise que passou a preocupar a Casa Branca.
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January 27, 2026 at 2:01 PM
Departamento de Justiça exige dados de eleitores de Minnesota para 'restabelecer lei e ordem' após morte de americano
Em carta enviada ao governador de Minnesota, Tim Walz, a secretária de Justiça dos Estados Unidos, Pam Bondi, pediu para que seu departamento tivesse acesso aos "cadastros eleitorais para confirmar se as práticas de registro dos eleitores de Minnesota estão em conformidade com a lei federal". O secretário de Estado de Minnesota, o democrata Steve Simon, rejeitou prontamente a exigência, chamando-a de "uma tentativa ultrajante de coagir Minnesota a fornecer ao governo federal dados privados de milhões de cidadãos americanos". A exigência de Bondi acontece em meio a tensão entre o governo de Donald Trump e o estado por conta da atuação dos 3 mil agentes federais de imigração em Minneapolis, que já resultou em duas mortes e provocou intensos protestos nos últimos dias. Sob pressão das ruas e de aliados: Trump recalibra tom sobre operação em Minnesota Em recuo: Casa Branca retira de Minneapolis chefe anti-imigração que usou casaco semelhante a uniforme nazista O pedido faz parte de uma antiga disputa, na qual o governo Trump buscava obter dados privados de eleitores de diversos estados do país. Vários estados, incluindo Minnesota, não atenderam ao pedido, e o Departamento de Justiça entrou com ações judiciais contra eles. Ao todo, 24 estados foram processados pelo Departamento de Justiça para obrigá-los a entregar seus dados eleitorais. O governo afirmou que deseja os registros eleitorais completos para "ajudar" os estados a "limpar" seus cadastros de eleitores inelegíveis. Bondi delineou o que ela descreveu como três "passos simples" para "restabelecer a lei e a ordem". Ouvidos pela rede americana CNN, ex-procuradores do Departamento de Justiça e um juiz federal duvidam que esse seja o único objetivo do governo com a coleta de dados. Initial plugin text — Literalmente horas depois do segundo assassinato de um cidadão americano na cidade de Minneapolis por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), eis que surge este documento — disse Simon, referenciando-se a morte de Alex Pretti, que, assim como Renee Good, tinha 37 anos e foi morto por agentes federais durante uma manifestação em Minneapolis, no último sábado. Memorial improvisado no local da morte de Alex Pretti Octavio JONES / AFP/25/01/2026 O democrata Adrian Fontes, secretário de Estado do Arizona, comparou a carta de Bondi ao "crime organizado". "Eles se mudam para o seu bairro, começam a bater em todo mundo e depois extorquem o que querem. Não é assim que os EUA deveriam funcionar", escreveu Fontes nas redes sociais. Procurado pela CNN, o Departamento de Justiça apontou para declarações feitas por Bondi no próprio sábado, nas quais ela culpou autoridades de Minnesota por convidarem "os piores dos piores" para Minneapolis por meio de políticas de "cidade santuário" — aquelas que limitam cooperação com autoridades federais para proteger imigrantes da deportação. 'Basta!': Protestos e greve geral mobilizam Minnesota contra ações do ICE mesmo sob frio extremo Já a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, argumentou que o Departamento de Justiça tem "plena autoridade" para garantir que os estados cumpram as leis eleitorais federais. "O presidente Trump está empenhado em garantir que os americanos tenham plena confiança na administração das eleições, e isso inclui cadastros eleitorais totalmente precisos e atualizados, livres de erros e de eleitores não cidadãos registrados ilegalmente", disse ela, em comunicado. Cadastros eleitorais Quase todos os estados possuem uma versão pública do cadastro eleitoral que inclui informações básicas como nome e sobrenome. Alguns desses cadastros têm até endereços. Mas a lista completa de eleitores, que fica mantida em sigilo, inclui informações pessoais de identificação, como números de carteira de motorista. Tradicionalmente, ninguém consegue obtê-la por meio de pedidos de registros públicos — nem mesmo o Departamento de Justiça. O departamento já tomou medidas enérgicas no passado para tentar erradicar supostas fraudes eleitorais, inclusive durante o governo do ex-presidente George W. Bush. Mas a ideia do governo federal de obter informações privadas sobre os eleitores dos estados era vista como um abuso de poder, porque a Constituição determina que as eleições são conduzidas principalmente pelos estados individualmente, e não pela Casa Branca. Estados cumprem a exigência? Segundo o Brennan Center for Justice, um grupo de defesa dos direitos de voto e da democracia, pelo menos 11 estados, todos eles administrados por republicanos, forneceram seus dados eleitorais. Mas cerca de metade dos estados do país, a maioria governada por democratas, rejeitou os pedidos. Alguns estados, incluindo Minnesota, possuem leis que impedem a transferência de informações privadas. Outros expressaram preocupação sobre como o Departamento de Justiça vai manter em segurança os enormes acervos de informações privadas. 'O estado vai cuidar disso': Governador de Minnesota diz que 'não se pode confiar' em investigação federal sobre disparos Para muitos funcionários eleitorais, a principal preocupação é que o esforço do Departamento de Justiça seja liderado por aliados de Trump que, durante muito tempo, negaram falsamente que o ex-presidente Joe Biden tivesse vencido a eleição de 2020. "Esses dados podem ser manipulados para sustentar alegações falsas sobre votos de pessoas inelegíveis e justificar esforços para impedir eleições livres e justas", escreveu Wendy Weiser, diretora do Programa de Democracia do Centro Brennan, nas redes sociais. E os estados têm o direito de reter os dados? O assunto ainda está sendo debatido judicialmente, mas alguns especialistas jurídicos apontaram para a redação da Constituição, que afirma que os "horários, locais e modo" das eleições são regidos pelos estados, e que somente o Congresso — e não o presidente — pode criar ou alterar as leis eleitorais. Este mês, um juiz federal da Califórnia rejeitou o processo do Departamento de Justiça contra a Califórnia, que buscava obter o cadastro eleitoral completo do estado. "A perda da democracia não ocorre de uma só vez; ela é corroída aos poucos até não restar nada", escreveu o juiz David Carter. "A erosão da privacidade e a restrição do direito ao voto são decisões que devem ser debatidas publicamente no âmbito do Poder Legislativo, e não do Executivo". (Com New York Times)
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January 27, 2026 at 2:01 PM
Nubank: conheça edifícios que vão ancorar nova fase de expansão da fintech em SP, Rio e Belo Horizonte
A Nubank anunciou um plano robusto de investimentos no país que combina a adoção de um novo modelo de trabalho híbrido com a ampliação significativa de sua rede de escritórios. Para sustentar a próxima etapa de crescimento no Brasil, a fintech vai despender mais de R$ 2,5 bilhões e prepara a ocupação de edifícios de grande porte, com infraestrutura tecnológica avançada e espaços concebidos para estimular colaboração, inovação e convivência. Novidades: Nubank mudará modelo de trabalho remoto e quer funcionários três vezes por semana no presencial em 2027 Protestos: Mudança de modelo de trabalho não foi bem recebida por todos O principal marco dessa nova fase será o Cyrela Corporate, prédio projetado pelo estúdio italiano Pininfarina, que começará a ser ocupado pela companhia em 2027. Localizado na Rua Oscar Freire, no encontro com a Rua Heitor Penteado, em Pinheiros, o edifício terá 35 mil metros quadrados e capacidade para mais de 3 mil funcionários. O projeto extrapola o uso corporativo tradicional, com jardim externo, área de eventos, biblioteca, sala de jogos e uma unidade do NuCafé, que terá acesso aberto ao público. Cyrela Corporate, em São Paulo Reprodução Ainda em Pinheiros — bairro que vem se consolidando como o principal polo do Nubank em São Paulo — a empresa passa a ocupar, a partir de abril, o Capote 210, complexo corporativo de 20 andares. O prédio funcionará como hub de inovação e abrigará um Research Lab dedicado à cocriação de produtos com clientes. Com os dois novos endereços, a região passará a concentrar quatro escritórios da fintech, somando 5.700 estações de trabalho — mais de cinco vezes a capacidade atual da empresa no bairro. Capote 210 Reprodução A expansão não se limita à capital paulista. Até o segundo semestre de 2026, o Nubank prevê a inauguração de novos escritórios em Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em Campinas, a operação ficará no Bresco Viracopos, com 9.150 metros quadrados. No Rio, a empresa ocupará cinco andares do edifício Vista Mauá, totalizando 6.870 metros quadrados. Em Belo Horizonte, o endereço ainda está em definição. Segundo a companhia, a escolha das cidades segue uma estratégia deliberada de atração e retenção de talentos fora do eixo tradicional. Bresco Viracopos Reprodução Vista Mauá, no Rio de Janeiro Reprodução Os novos escritórios obedecem a um padrão comum, com ambientes amplos, tecnologia de ponta e uma série de comodidades voltadas à permanência e à interação entre os funcionários. Estão previstas academias, áreas de descanso e serviços de conveniência — como cafeteria, lavanderia e manicure —, além de prédios pet friendly e salas de reunião equipadas com sistemas integrados de áudio e vídeo e whiteboards digitais. A aposta em espaços físicos ocorre em paralelo ao crescimento acelerado da operação do Nubank. Nos últimos cinco anos, a base de clientes no Brasil, México e Colômbia mais que dobrou, enquanto o número de funcionários chegou a 9.500 pessoas, após um avanço de 26% entre 2023 e 2025. A empresa também ampliou sua presença internacional, com escritórios maiores na Cidade do México e em Bogotá, além de novas unidades em cidades como Miami e Palo Alto. O CEO da fintech, David Vélez, reconheceu que a mudança pode gerar "conturbação" para aqueles que moram longe dos escritórios da empresa ou para os funcionários que ingressaram na fintech interessados nessa flexibilidade do modelo de trabalho. Por isso, disse o CEO, foi estabelecido o prazo de transição de oito meses para o novo modelo, além da abertura de novos escritórios para tornar mais fácil o deslocamento dos funcionários. A partir de julho deste ano, cerca de 70% dos funcionários deverão trabalhar no escritório dois dias por semana. Antes, era exigida a presença durante uma semana em cada trimestre.
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January 27, 2026 at 2:01 PM
OAB vai ao Supremo contra lei catarinense que veta cotas raciais no ensino superior
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei nº 19.722/2026, de Santa Catarina, que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas em instituições de ensino superior públicas ou financiadas com recursos públicos no estado. A entidade pede a suspensão imediata da norma, sancionada na última quinta-feira pelo governador Jorginho Mello (PL), por considerá-la incompatível com a Constituição. Além da OAB, o PSOL, União Nacional dos Estudantes (UNE) e a ONG Educafro também foram ao STF contra lei que veta cotas raciais no território catarinense. Leia também: Por que PSOL, UNE e Educafro foram ao STF contra lei que veta cotas raciais em SC 'Proposta eleitoreira': Secretária do MEC diz que fim de cotas raciais em SC é inconstitucional Na ação, a OAB pede a suspensão dos efeitos da lei e sustenta que o texto viola princípios constitucionais como a igualdade material, a dignidade da pessoa humana e o dever do Estado de combater desigualdades históricas. Segundo a entidade, a norma “retira do ordenamento jurídico instrumentos reconhecidos como legítimos pelo Supremo Tribunal Federal para a promoção da igualdade racial e social”. A lei catarinense foi aprovada no mês passado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e veda políticas de reserva de vagas baseadas em critérios étnico-raciais. O texto mantém apenas exceções para pessoas com deficiência, critérios exclusivamente socioeconômicos e estudantes oriundos de escolas públicas estaduais. A norma também prevê multas, anulação de concursos e processos seletivos e o corte de repasses públicos a instituições que descumprirem a vedação. Para a OAB, a lei impõe restrições incompatíveis com a Constituição ao interferir diretamente na autonomia universitária. Na petição, a entidade afirma que “a definição de critérios de acesso ao ensino superior integra o núcleo essencial da autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira das universidades”, e que a imposição de vedações por lei estadual configura ingerência indevida do Poder Executivo e do Legislativo sobre essas instituições. A entidade também aponta risco concreto de insegurança jurídica. De acordo com a ação, a previsão de nulidade de processos seletivos que adotem ações afirmativas “atinge situações jurídicas já consolidadas” e pode gerar prejuízos a estudantes, universidades e ao próprio poder público. Para a OAB, a norma “cria um ambiente de instabilidade institucional incompatível com a segurança jurídica exigida pela Constituição”. Outro argumento apresentado diz respeito ao caráter sancionatório da lei. A OAB sustenta que o texto “extrapola a simples formulação de diretrizes educacionais” ao criar sanções administrativas, prever responsabilização de gestores e autorizar o corte de repasses públicos, o que, segundo a entidade, reforça a inconstitucionalidade da norma. O questionamento da OAB se soma a outras iniciativas judiciais contra a lei. PSOL, União Nacional dos Estudantes (UNE) e Educafro protocolaram no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pedindo a suspensão imediata da norma. Na ação, as entidades afirmam que a lei representa “grave retrocesso nas políticas de promoção da igualdade racial” e afronta decisões já consolidadas do STF que reconhecem a constitucionalidade das cotas raciais no ensino superior. Na petição apresentada ao Supremo, os autores também argumentam que a lei catarinense viola tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção Interamericana contra o Racismo, e afronta objetivos fundamentais da República, como a construção de uma sociedade justa e a redução das desigualdades sociais e raciais. O governo de Santa Catarina afirmou que a norma levou em conta a defesa da meritocracia, o respeito à decisão da Alesc e a priorização de critérios socioeconômicos no acesso ao ensino superior. O autor do projeto, deputado Alex Brasil (PL), defendeu o fim do que chamou de “cotas ideológicas” e disse que a lei busca privilegiar estudantes de baixa renda, independentemente de critérios raciais.
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January 27, 2026 at 2:01 PM
Quem mais estimula no bastidor a atuação de Toffoli no caso Master
A defesa pública feita pelo decano do STF, ministro Gilmar Mendes, do seu colega Dias Toffoli é a faceta visível de um movimento que tem outros personagens importantes no bastidores, com destaque para o ministro Alexandre de Moraes. O GLOBO apurou que ele tem estimulado Toffoli a manter a condução do processo, a despeito das críticas crescentes na opinião pública. Para além do corporativismo que já ficara evidente no tom da nota da semana passada do presidente do STF, Edson Fachin, a lógica por trás das ações de Moraes e Mendes é que um recuo de Toffoli agora significaria abrir a porta para movimentos que enfraqueceriam o Supremo mais amplamente. O risco de um processo de impeachment é algo que entrou no radar da Corte e entende-se que, se essa linha for cruzada, todos os ministros passariam a ficar mais expostos a ataques políticos. Vale lembrar, porém, que outro flanco de críticas ao STF tem sido exatamente o contrato do escritório da esposa de Moraes com o banco que foi liquidado, que, se fosse todo pago, chegaria a quase R$ 130 milhões em três anos. Por outro lado, conforme já foi noticiado pela repórter do GLOBO Mariana Muniz, há movimentos dentro do Supremo para uma solução política que apazigue o ânimos. Isso passaria pela conclusão dessa primeira fase de inquérito pela Polícia Federal e depois o envio do tema de volta à primeira instância, ou pelo menos um desmembramento, deixando no STF apenas aquilo que envolver personagens com prerrogativa de foro. A subida do processo ao Supremo ocorreu pela menção ao deputado João Carlos Bacelar(PL-BA). Em seu depoimento à Polícia Federal no fim do ano, Daniel Vorcaro não fez citações mais relevantes a políticos, à exceção do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com quem disse ter conversado sobre a proposta de compra do Master pelo BRB. A condução do processo do Master por Toffoli tem se notabilizado por decisões controversas, como a acareação entre o diretor do Banco Central, Ailton Aquino, e Vorcaro, que acabou não ocorrendo, e a determinação de guarda dos materiais apreendidos pela PF no STF, também revogada após pressão da opinião pública. Essas idas e vindas também devem ser vistas como um sinal de que, diferentemente de Moraes e Mendes, Toffoli não teria a mesma força política para aguentar uma pressão ainda maior do que a atual. O ministro, que foi indicado ao STF no segundo mandato de Lula, tem sido criticado nos bastidores pelo Planalto por conta de sua atuação no caso, conforme O GLOBO noticiou recentemente.
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January 27, 2026 at 2:01 PM
Retiro dos Artistas se prepara para entregar casas doadas por Marieta Severo; veja vídeo
As duas casas doadas por Marieta Severo ao Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, já estão prontas e prestes a receber novos moradores. A diretora da instituição, Cida Cabral, mostrou nas redes sociais os últimos preparativos antes da chegada dos residentes: a compra de itens de decoração das casas, como peças para banheiro e outros cômodos. Veja vídeo: No Retiro dos Artistas, Marcos Oliveira, o Beiçola, ganha segunda máquina de costura de Natal '2026 é o novo 2016': trend reflete nostalgia de uma vida mais leve e cansaço com performance nas redes "Essas duas casinhas foram doadas por Marieta Severo ao Retiro dos Artistas e hoje estão na reta final da reforma. Um gesto que se transformou em cuidado, acolhimento e futuro", diz a legenda do vídeo. "Ao longo dos últimos meses, mostramos cada etapa da obra. Agora, chegamos às finalizações. Os últimos detalhes. A preparação para receber os artistas que vão morar aqui. Essa história vai ser contada em partes, ao longo da semana e do mês. Um convite para você acompanhar de perto cada etapa dessa fase tão especial. Essas são duas das sete casas já doadas por Marieta Severo ao Retiro dos Artistas. Nossa gratidão é imensa." Initial plugin text Segundo Cida, já nesta semana, a partir de quinta-feira, chega o primeiro morador. Na seguinte, o segundo. A ideia é que, depois, Marieta visite as casas e os artistas que moram nelas para celebrar a nova fase da vida deles.
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January 27, 2026 at 2:01 PM
Inteligência informa Trump sobre enfraquecimento de regime do Irã em meio a reforço militar americano no Oriente Médio
O presidente Donald Trump recebeu diversos relatórios de inteligência dos Estados Unidos indicando que a posição do governo do Irã está se enfraquecendo, segundo várias pessoas familiarizadas com o conteúdo das análises. De acordo com esses documentos, o controle do regime sobre o poder atingiu seu ponto mais frágil desde a derrubada do xá, na Revolução Islâmica de 1979, um marco histórico que redefiniu a estrutura política do país. Contexto: EUA enviam mais recursos militares ao Oriente Médio e reforçam presença perto do Irã, apesar do recuo retórico de Trump Guga Chacra: É cruel Trump deportar refugiados iranianos para a ditadura no Irã Os relatórios apontam que os protestos que eclodiram em dezembro tiveram impacto significativo sobre setores do governo iraniano. As manifestações ganharam relevância especial por terem alcançado regiões que autoridades consideravam redutos tradicionais de apoio ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Embora tenham perdido intensidade, o governo segue em uma posição delicada. As avaliações de inteligência ressaltam que, além da instabilidade social, a economia iraniana atravessa um dos períodos mais frágeis de sua história recente. As dificuldades econômicas desencadearam protestos esporádicos no fim do último ano. À medida que as manifestações se espalharam em janeiro, o governo iraniano se viu com poucas alternativas para aliviar a pressão financeira sobre as famílias. As autoridades recorreram, então, a uma repressão severa, medida que ampliou o distanciamento entre o regime e setores da população. ONGs de direitos humanos alertaram que a repressão deixou milhares de mortos, e Washington não descartou uma intervenção militar no país, ainda que tenha enviado sinais contraditórios sobre a possibilidade de uma ação desse tipo. Paralelamente, os Estados Unidos vêm reforçando sua presença militar na região, embora ainda não esteja claro quais ações o governo Trump considera adotar a partir desse movimento. Em nota, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente é mantido informado sobre questões de inteligência em todo o mundo: “Seria uma negligência de dever, como comandante em chefe, se ele não fosse regularmente atualizado sobre esses assuntos. Em relação ao Irã, o presidente Trump continua monitorando a situação de perto”, escreveu. Trump chegou a advertir que poderia ordenar ataques contra o Irã à medida que a repressão aos protestos se intensificava. Ainda assim, seus assessores se dividiram quanto à utilidade dessas ações, especialmente se elas se limitassem a ataques simbólicos contra integrantes do governo. Posteriormente, o presidente pareceu recuar de qualquer ação militar imediata em apoio aos manifestantes depois que o governo iraniano cancelou a execução planejada de um manifestante. Segundo um alto funcionário americano, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, também pediu a Trump que adiasse um eventual ataque ao Irã. Apesar disso, uma campanha militar mais ampla é vista com interesse por alguns dos assessores e aliados mais belicosos de Trump, que enxergam no atual contexto uma oportunidade para forçar a saída da liderança iraniana. O presidente continua a manter a ameaça do uso da força e chegou a descrever o reforço naval americano na região como uma “armada”. Trump também tem feito comentários públicos sobre o programa nuclear iraniano, emitindo advertências e lembrando o governo do país dos ataques que ordenou no ano passado contra seus centros de pesquisa mais fortemente protegidos. O senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, afirmou que conversou com Trump nos últimos dias sobre a situação no Irã e disse esperar que o presidente cumpra a promessa de apoiar os iranianos que protestaram contra o regime. Em breve entrevista ao New York Times, Graham disse que “o objetivo é acabar com o regime”. Investida militar Na segunda, o porta-aviões Abraham Lincoln, acompanhado por três navios de guerra equipados com mísseis Tomahawk, entrou na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, no oeste do Oceano Índico. A informação foi confirmada por um funcionário americano que falou sob anonimato. Segundo autoridades militares, caso a Casa Branca ordene um ataque ao Irã, o porta-aviões poderia, em teoria, entrar em ação em um prazo de um ou dois dias. — Temos uma grande armada ao lado do Irã. Maior do que a da Venezuela — declarou Trump ao site de notícias Axios, semanas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos, sem oferecer detalhes. — Eles querem chegar a um acordo. Eu sei disso. Ligaram várias vezes. Querem conversar. Teerã afirmou anteriormente que existe um canal de comunicação aberto entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, e o enviado americano Steve Witkoff. No entanto, o jornal conservador Hamshahri citou nesta terça-feira o porta-voz da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Naini, que afirmou que “se o porta-aviões cometer um erro e entrar em águas territoriais iranianas, será atacado”. O também conservador Javan afirmou que o Irã estava “pronto para uma resposta contundente” e que poderia assumir o controle do estratégico Estreito de Ormuz, um ponto-chave para o trânsito do fornecimento global de energia. Os Estados Unidos também enviaram uma dúzia adicional de caças de ataque F-15E para a região, com o objetivo de reforçar a capacidade ofensiva aérea. O Pentágono deslocou ainda mais sistemas de defesa aérea Patriot e THAAD para proteger tropas americanas contra possíveis ataques de retaliação com mísseis iranianos de curto e médio alcance. Bombardeiros de longo alcance baseados nos Estados Unidos, capazes de atingir alvos em território iraniano, permanecem em estado de alerta acima do normal. O nível foi elevado há duas semanas, quando Trump solicitou opções militares em resposta à repressão aos protestos no país. Nos últimos dias, o Pentágono também intensificou consultas com aliados regionais. O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, visitou Síria, Iraque e Israel no fim de semana para se reunir com militares americanos e autoridades locais. Segundo uma fonte militar, o objetivo da viagem foi visitar tropas e centros de detenção no nordeste da Síria. Na semana passada, os militares americanos começaram a transferir prisioneiros do Estado Islâmico da região para o Iraque, diante do receio de que milhares de ex-combatentes e seus familiares possam escapar à medida que o governo sírio retoma o controle de áreas antes dominadas por forças curdas. Autoridades americanas também transmitiram um recado ao governo iraquiano: caso haja uma escalada de tensão com o Irã e milícias xiitas no Iraque ataquem bases ou tropas dos Estados Unidos, haverá retaliação. Além disso, representantes do governo Trump mantêm consultas com outros parceiros regionais. Segundo um funcionário americano, além de conversas com autoridades israelenses e reuniões em Bagdá, houve diálogos recentes com representantes da Arábia Saudita e do Catar sobre a situação iraniana. Cenário iraniano Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que o bloqueio da internet, imposto pelas autoridades do Irã há quase três semanas, dificulta a contagem de mortos. Segundo essas organizações não governamentais, o corte na rede busca ocultar a dimensão da repressão. A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, informou ter confirmado a morte de 6.126 pessoas e estar investigando outros 17.091 possíveis óbitos. A entidade também afirmou que pelo menos 41.880 pessoas foram detidas. Ativistas acusaram as autoridades de invadir hospitais para localizar manifestantes feridos e, em seguida, prendê-los. O Ministério da Saúde afirmou que todas as pessoas devem procurar atendimento hospitalar sem receio e não se tratar em casa. A emissora de televisão em língua persa Iran International, sediada no exterior, afirmou no fim de semana que mais de 36.500 iranianos foram mortos pelas forças de segurança entre os dias 8 e 9 de janeiro, citando relatórios, documentos e fontes. A informação não pôde ser verificada de forma independente. (Com AFP)
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January 27, 2026 at 1:47 PM
Danone amplia recall de fórmulas infantis; entenda o caso
A fabricante de laticínios Danone ampliou o recall de algumas fórmulas infantis nesta semana. O motivo é a possível contaminação a toxina cereulida, produzida pela bactéria Bacillus cereus, que pode ser fatal para bebês e crianças. Entrevista: ‘A implementação do mosquito modificado está realmente reduzindo a incidência da dengue', diz cientista brasileiro destaque na Nature Nem preto e branco, nem infravermelho: é assim que seu gato realmente enxerga quando as luzes se apagam O primeiro recall de produtos da Danone foi iniciado pela Agência de Alimentos de Cingapura (SFA), no dia 23, que ordenou o recolhimento preventivo de ⁠um lote do leite Dumex Dulac 1, fabricado na Tailândia. Nesta segunda (26), foi anunciado pela empresa que o recolhimento seria expandido. “A Danone retirará de mercados selecionados um número muito limitado de lotes específicos de produtos de fórmula infantil”, disse a fabricante. De acordo com a Autoridade de Segurança Alimentar da Irlanda (FSAI, na sigla em inglês), a ampliação do recolhimento de produtos foi motivada pela presença de cereulida em um dos ingredientes da fórmula infantil Aptamil 1 Desde o Nascimento. “Os produtos implicados foram fabricados na Irlanda e exportados para vários países da União Europeia, Reino Unido e países terceiros. A FSAI foi notificada pela Danone de que nenhum dos produtos implicados foi distribuído na Irlanda”, afirmou a FSAI, em comunicado. Como isso afeta o Brasil? No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu lotes de fórmulas da Nestlé: das marcas Nestogeno, NAN Supreme Pro, NANLAC Supreme Pro, NANLAC Comfort, NAN Sensitive e Alfamino. Anvisa proíbe lotes de fórmula infantil da Nestlé por risco de contaminação por toxina. Anvisa Anvisa proíbe lotes de fórmula infantil da Nestlé por risco de contaminação por toxina. Anvisa A Nestlé deu início a um recolhimento voluntário global após detectar a toxina em itens de uma das fábricas da empresa na Holanda. Risco da cereulida Segundo a Cleveland Clinic, a bactéria intestinal Bacillus cereus forma esporos que liberam toxinas. Em temperatura ambiente esses esporos podem se multiplicar. Além disso, por sua alta resistência, cozinhar ou reaquecer alimentos contaminados não destrói as toxinas. Os sintomas da contaminação por essa toxina são vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio e incapacidade de reagir e expressar emoções. Em casos mais graves, pode ser fatal para crianças pequenas.
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January 27, 2026 at 1:47 PM
Após bate-boca no Sincerão do BBB26, web relembra discriminação sofrida por Sol no BBB4: 'Cicatrizes'
A reação de Sol Vega diante de um embate com Ana Paula Renault e Juliano Floss durante o Sincerão — uma espécie de "lavação de roupa suja" — no BBB 26, na noite da última segunda-feira (26), vem repercutindo nas redes sociais. No meio da discussão, a paulistana, que também participou da quarta edição do reality show, fez menção a questões raciais após ser chamada de inútil por Ana Paula. A situação reacendeu lembranças, entre espectadores na internet, acerca de um episódio de discriminação que Sol viveu no confinamento há 22 anos. Após Sincerão: Enquete atualizada do BBB 26 aponta mudança no resultado do paredão; veja parcial das porcentagens Lembra deles no BBB? Veja o antes e depois de todos os 423 participantes que já passaram pelo reality show Em determinado momento do bate-boca com Ana Paula Renault, Sol questionou o fato de a rival chamá-la de barraqueira e não demonstrar interesse no que ela estava dizendo: "Só porque você é loirinha você pode falar, você pode fazer seu argumento aí? É isso?", indagou. Chamada de "branquinha, loira, rica, jornalista" pela adversária, Ana Paula não respondeu e baixou a cabeça. Em 2004 — época em que o debate sobre racismo ainda era incipiente no Brasil, se comparado aos dias de hoje —, Sol vivenciou uma série dediscriminações por colegas de confinamento. Num dos casos mais emblemáticos, durante uma briga numa das festas, Marcela Queiroz usou termos pejorativos e racistas para se referir à rival. Ela sugeriu que Sol tinha inveja dela devido à aparência. "Sua bunda está cheia de estria, rasgada", afirmou Marcela, à época. "Pelo menos tem estria, mas não é caída, né, Marcela? Vamos poupar comentários", rebateu Sol. Na sequência, Marcela usou o termo "cabelo pixaco" para se referir, de forma pejorativa e racista, ao cabelo crespo da rival. Depois, citou a maneira como Sol falava sem respeitar a ortografia e a norma culta, destilando preconceito linguístico: "É burra que é o cão. Não sabe falar nem 'nós vai', 'nós vem', 'nos volta'. É mais errado do que isso, de tão burra que é". "Fica falando que meu cabelo é pixaim, porque ele é mesmo", respondeu a outra. Initial plugin text À época, a discriminação não foi nominada da maneira correta, como um caso de racismo. Vinte e dois anos depois, espectadores do programa ressaltam a importância de realizar um "revisionismo" de tal episódio na quarta edição do BBB - Big Brother Brasil. "No BBB4, Sol de fato sofreu racismo e carrega essas cicatrizes até hoje", considerou uma pessoa no X. Initial plugin text A situação, aliás, já foi analisada por Sol Vega em várias ocasiões recentes. "Naquela época era muito mais preconceito do que hoje. Não tem nem comparação. Eu sofri bastante porque zombavam da minha fala errada. Eu ficava com medo de falar", contou, numa entrevista. "Então, naquela época eu não tinha uma percepção clara em relação àquelas cenas, de que eu era vítima de racismo. Era uma época diferente de agora e a gente ouvia isso, era uma coisa natural de se ouvir." Grande parte dos internautas demonstrou solidariedade com Sol, mesmo entendendo que, desta vez, ela se equivocou ao "esvaziar" uma pauta importante, como muitos ressaltaram. "Espero de coração que, ao sair dali, ela tenha oportunidades de curar essas feridas e que ela nunca mais passe por isso", afirmou um usuário do X. "Desejo tudo de bom pra ela aqui fora, de verdade, tudo que ela passou e escutou ninguém merece escutar. Mas ela precisa entender que no agora, Ana Paula e Juliano não podem ser responsabilizados por algo que aconteceu há mais de 20 anos", opinou outra pessoa.
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January 27, 2026 at 1:34 PM
Horóscopo do dia 27/01: Veja a previsão para o seu signo
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January 27, 2026 at 1:34 PM
Código de Conduta: Entenda em seis pontos a proposta enviada pela OAB-SP ao STF
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de Código de Conduta para a Corte. A implementação é defendida pelo presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, mas enfrenta resistência entre outros magistrados. Em entrevista publicada pelo GLOBO nesta terça-feira, o ministro afirmou que o código fortaleceria o STF porque "reforça a legitimidade da caminhada e aumenta a confiança da população". Entre os nomes que assinam a proposta, estão Ellen Gracie e Cezar Peluso, ex-ministros do Supremo, além de José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Jr., ex-ministros da Justiça. Leia: Flávio Bolsonaro enfrenta impasse na busca por marqueteiro, tem dificuldade de montar palanques e tenta reduzir rejeição Veja também: Investigação da Polícia Civil que teve secretário de João Campos como 'alvo' acirra atrito de prefeito com Raquel Lyra O documento enviado pela OAB-SP foi elaborado pela Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário da Ordem paulista, conforme antecipou a coluna de Lauro Jardim. Definida pelo órgão como uma "contribuição técnica e institucional" para fortalecer o Poder Judiciário, a proposta é dividida em 12 artigos. Fachin afirmou ainda não ter "lido detalhadamente" o código, mas ressaltou que a iniciativa é "salutar". Entenda em seis pontos Relação de parentesco ou amizade: A proposta define que os ministros do Supremo não podem participar de julgamentos nos quais tenham "relação de parentesco" ou "amizade íntima" com qualquer uma das partes ou com qualquer advogado atuante no processo. Os próprios magistrados devem reconhecer "seu impedimento ou suspeição". Conflitos de interesses: Segundo a proposta, os ministros não devem integrar julgamentos em que os resultados sejam de "interesse próprio" ou nos que já tenham atuado antes de chegar à Corte. Em outro artigo do documento, é definido que os ministros também precisam evitar o comparecimento em seminários acadêmicos, congressos e eventos jurídicos quando sua respectiva presença "possa comprometer a percepção de imparcialidade ou a reputação" do Supremo. No caso do comparecimento nesses eventos, promovidos por pessoa física ou jurídica, os ministros são autorizados a participar, desde que os organizadores e patrocinadores "não tenham interesse econômico em processos pendentes de decisão do Tribunal". Remunerações e pagamento de despesas por parte dos "contratantes" devem se tornar públicas no site do STF. Já no exercício da "atividade docente autorizada constitucionalmente" — alguns ministros também são professores de universidades —, eles não podem, ainda, ocupar cargo ou função de coordenação, administração, direção ou até controle societário de instituição de ensino. Emissão de opiniões públicas: O código proposto pela OAB-SP estabelece que os ministros não podem se manifestar sobre questões político-partidárias. Eles também devem manter "absoluta reserva" em relação aos temas que são ou possam vir a ser submetidos a julgamento; caso façam isso de forma acadêmica, os comentários devem ser "objetivos" e com os "cuidados necessários" para manter a imparcialidade. Recebimento de presentes: O recebimento de presentes é vedado, com exceção dos que não têm "valor comercial". Outra exceção é quando os ministros são agraciados com "transporte gratuito por veículo não oficial" durante os eventos, seminários e congressos que participam, que só não podem ser aceitos caso a oferta seja oriunda de pessoas com interesse em processos do Supremo. Quem pode denunciá-los em caso de infração? A proposta define que somente os ocupantes de sete cargos podem denunciar os ministros em caso de violação ética das normas mencionadas no código, e as reivindicações devem ser apreciadas pelo Plenário do próprio Supremo. São eles: Presidente da República; Presidente do Senado; Presidente da Câmara; Presidente da OAB nacional; Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Procurador-Geral da República. Questões trabalhistas: A proposta de código institui, ainda, que os ministros que se aposentarem ou renunciarem ao cargo só podem exercer a advocacia após três anos. As sessões também devem ser somente no formato presencial, e a participação de magistrados de maneira remota fica restrita a "casos excepcionais". 'Boas ideias' Ao ser questionado sobre a proposta da OAB-SP pelo GLOBO, Fachin declarou ter certeza que o documento tem "boas ideias". De acordo com ele, os profissionais que assinaram o documento formam uma "comissão respeitável". O presidente do STF também disse que as conversas com outros ministros foram "positivas" e "cordiais", com debates de sugestões, ideias e "algumas contraposições". A principal resistência, segundo ele, não é ao conteúdo do código, mas ao momento em que deve ser implementado, pois há quem defenda que se espere passar o período eleitoral "para evitar contaminações políticas". — Respeito essa posição, mas não concordo. No Brasil, temos eleições praticamente a cada dois anos, e o debate público, com críticas e controvérsias, faz parte da democracia. A democracia é um canteiro de obras ruidoso — afirmou Fachin, que ressaltou que o Supremo deve dar o exemplo para "18 mil juízes".
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January 27, 2026 at 1:20 PM
Carnaval 2026: posição dos jurados é definida pela Liesa em sorteio
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) realizou na noite desta segunda-feira o sorteio que definiu a posição em que estarão os jurados do Grupo Especial no próximo carnaval. O evento, realizado no hotel Sheraton, no Leblon, Zona Sul do Rio, na noite desta segunda-feira, contou com a presença do presidente da liga, Gabriel David, assim como representantes das escolas de samba. Carnaval 2026: Confira a agenda de blocos (oficiais ou não) e roteiros com escolas de samba. Acesse a ferramenta do GLOBO e monte seu próprio roteiro Ensaios técnicos: Liesa adotará 'modelo híbrido' após críticas a ingressos; entenda o que ficou definido Neste ano, o número de julgadores foi ampliado. Passou de 36 para 54, que estarão distribuídos em quatro módulos (cabines), localizados nos setores 3 (módulo 1), 6 (módulo 2), 7 (módulo 3) e 10 (módulo 4) da Sapucaí. Mas, na prática, apenas 36 notas serão lidas no dia da apuração, a partir de um sorteio que será realizado ao meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas para descartar as avaliações de dois julgadores — um do módulo 1 e outro do módulo 4 — em cada um dos nove quesitos em disputa. Outra novidade neste carnaval é que, a partir de agora, o jurado será obrigado a justificar por escrito as notas máximas: até o ano passado, só eram justificadas as notas diferentes de 10 (entre 9,0 e 9,9). Quatro quesitos — bateria, harmonia, evolução e mestre-sala e porta-bandeira — também ganharam subquesitos, que funcionam como obrigações a serem cumpridas de modo a compor a nota 10. Até então, essa maneira de avaliação era adotada em samba-enredo, enredo e comissão de frente (que tiveram no número de subquesitos ampliados), assim como fantasias, e alegorias e adereços, que mantêm a consideração de concepção e realização no julgamento da nota final. Galerias Relacionadas Carnaval em 360 graus: cabines do júri espelhadas vão mudar a vida da comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira Quem são os jurados e em que módulo estarão posicionados HARMONIA: Bruno Marques - 1 Jardel Maia - 1 Rodrigo Lima - 2 Julia Félix - 3 Sinésio Silva - 4 Cainã Alves - 4 EVOLUÇÃO: Vanessa Cançado - 1 Cristina Tranjan - 1 Gerson Martins - 2 Mateus Dutra - 3 Lucila de Beaurepare - 4 Verônica Torres - 4 ENREDO: Fernanda Santos - 1 Artur Nunes - 1 Johnny Soares - 2 Monica Mançur - 3 Maíza da Silva - 4 Lucinea Ferreira - 4 ALEGORIAS E ADEREÇOS: Julia Sant'Anna - 1 Tayná Trindade - 1 Walber Ângelo - 2 Aislane Nobre - 3 Luciana Porto - 4 Madson Oliveira - 4 FANTASIAS: Wagner Lousa - 1 Mariana Maia - 1 Paulo Paradela - 2 Cátia Vianna - 3 Betto Gomes - 4 Pryscila Dias - 4 COMISSÃO DE FRENTE: Raffael Araújo - 1 Claudia Ribeiro - 1 Taynã Vieira - 2 Paola Novaes - 3 Ronábio Lima - 4 Rafaela Riveiro - 4 MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: Mônica Barbosa - 1 Eduardo Torres - 1 Raquel Rosa - 2 Fernando Zikan - 3 Fernando Bersot - 4 Viviane Santos - 4 SAMBA-ENREDO: Ivan Paparguerius - 1 Christiano Abelardo - 1 Vandelir Camilo - 2 Alfredo Del-Penho - 3 Elidio Fernandes - 4 Alessandro Ventura - 4 BATERIA: Phillipe Galdino - 1 Hélcio Eduardo - 1 Geiza Carvalho - 2 Nelson Pestana - 3 Marcio Lopes - 4 Rafael Barros Castro - 4 Initial plugin text Initial plugin text
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January 27, 2026 at 1:20 PM
Instrumento com participação brasileira integrará maior telescópio do mundo
Um instrumento desenvolvido com a participação de pesquisadores brasileiros fará parte do Extremely Large Telescope (ELT), que está sendo construído no deserto do Atacama, no Chile, e será o maior telescópio óptico já feito. A previsão é que o observatório entre em operação na próxima década. Tijolão: Por que o Nokia 1100 foi o celular mais famoso da primeira década dos anos 2000? O Brasil integra o projeto por meio do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Pesquisadores brasileiros participam do consórcio internacional responsável pelo desenvolvimento do Mosaic, um espectrógrafo de última geração que será instalado no ELT. O telescópio é um empreendimento do Observatório Europeu do Sul (ESO) e contará com um espelho primário de 39 metros de diâmetro, o maior já construído para observações astronômicas nas faixas óptica e infravermelha. A contribuição brasileira está concentrada no desenvolvimento do Instrument Core Subsystem (Icos), o núcleo central do Mosaic, responsável por integrar todos os demais subsistemas do instrumento. Além do LNA, o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP) também participa do consórcio, que reúne instituições de 14 países. A participação no projeto garante ainda que cientistas brasileiros tenham acesso direto aos dados científicos do ELT, considerado um dos maiores empreendimentos da astronomia contemporânea. O Mosaic é um espectrógrafo, equipamento capaz de decompor a luz emitida por estrelas e galáxias em diferentes comprimentos de onda. A partir dessa análise, os pesquisadores conseguem identificar elementos químicos, medir velocidades e estudar a formação e a evolução das estruturas do Universo.
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January 27, 2026 at 1:20 PM
China recorre à soja brasileira mais barata após cumprir acordo com os EUA
Maior importadora de soja do mundo, a China aumentou as encomendas de cargas brasileiras da oleaginosa após cumprir um volume inicial de embarques dos Estados Unidos como parte de uma trégua comercial com Washington. Globo Rural: Com ajuda do clima, produção de azeite no Brasil deve ser recorde neste ano Em novembro: Trump disse que Xi concordou em aumentar compra de soja dos EUA, após conversa por telefone Na última semana, importadores reservaram pelo menos 25 cargas de soja para embarque principalmente em março e abril, puxados pelas margens, segundo traders com conhecimento das negociações. Ao mesmo tempo, empresas estatais parecem ter reduzido as compras de soja americana, segundo as fontes, que pediram anonimato. Produto mais barato A soja tornou-se um ponto central de tensão nas relações comerciais entre EUA e China, com Pequim inicialmente evitando cargas americanas à medida que as relações se deterioravam, antes de concordar em retomar os embarques como parte de uma reaproximação mais ampla. A China comprou cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA nos últimos três meses, cumprindo um compromisso delineado pelo governo Trump em novembro. — Faz todo sentido intensificar as compras de soja brasileira depois de cumprir o compromisso com os EUA — disse Meng Zhangyu, analista da Wuchan Zhongda Futures. — Os suprimentos brasileiros são muito mais baratos. Agro mais forte e além da soja: Brasil abre fronteira na 2ª safra com ‘culturas emergentes’ Segundo os traders, a soja dos EUA entregue à China na modalidade custo e frete apresenta um prêmio elevado em relação à soja brasileira equivalente para fevereiro. Isso significa que o esmagamento do grão resultaria em prejuízos significativos, disseram. Compromisso até 2028 No horizonte mais longo, os EUA afirmam que a China se comprometeu a comprar pelo menos 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028, e o país pode voltar a adquirir mais cargas dos EUA ainda neste ano. — Desde que a estrutura do acordo comercial firmada entre China e Estados Unidos seja implementada sem problemas, a China deverá conseguir cumprir o acordo e continuar comprando soja americana — afirmou Hanver Li, analista-chefe da Shanghai JC Intelligence, uma consultoria chinesa de commodities. Negócio bilionário: Gigante chinesa de artigos esportivos Anta Sports se tornará a maior acionista da Puma “Mesmo que isso signifique sacrificar alguns interesses econômicos, a China pode atingir suas metas para os próximos três anos”, por meio de medidas como a gestão de estoques, acrescentou Li. Pequim não confirmou a meta de compras de soja, mas reduziu tarifas e suspendeu proibições de importação impostas a três exportadores americanos. Ainda assim, as remessas dos EUA continuam sujeitas a tarifas de cerca de 13%, segundo traders, e uma redução adicional pode ser necessária para que esmagadoras privadas participem da próxima possível onda de compras de soja americana.
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January 27, 2026 at 1:02 PM
Quem é Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente que diz ter ficado sem prêmio da Mega da Virada
Conhecido no Vale do Ribeira por uma longa trajetória política marcada por derrotas eleitorais, o empresário Renato Bolsonaro (PL), irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou ao noticiário após afirmar que ficou sem o prêmio de R$ 216,76 da quadra da Mega da Virada obtida pelo bolão da família. Capitão reformado do Exército, ele é hoje uma das principais apostas do PL para levar o sobrenome Bolsonaro às urnas em São Paulo em 2026. Sonar: Irmão de Bolsonaro reclama que prêmio da Mega-Sena foi sacado por outra pessoa: 'Nada pior do que ganhar e não levar' Leia também: Bolsonaro dá aval e irmão 'ruim de voto' vai herdar vaga de Eduardo na corrida à Câmara em 2026 O irmão do ex-presidente já disputou ao menos nove eleições para cargos como vereador, prefeito e deputado federal. Foi eleito apenas uma vez, em 1996, quando se tornou vereador em Praia Grande. Nas demais tentativas, não conseguiu vitória, incluindo as duas disputas pela prefeitura de Miracatu, em 2012 e 2016, e, mais recentemente, a eleição municipal de 2024 em Registro, quando ficou em segundo lugar, com 29,82% dos votos, atrás do ex-prefeito Samuel Moreira (PSD). Apesar do desempenho eleitoral considerado ruim, ele ganhou projeção política durante o governo do irmão, quando ocupou cargos estratégicos em administrações municipais do Vale do Ribeira. Foi chefe de gabinete do prefeito de Miracatu em diferentes períodos e atuou como articulador político na região, conseguindo viabilizar repasses federais para obras, compra de máquinas e equipamentos. O irmão do ex-presidente também já esteve envolvido em controvérsias judiciais. Em 2016, foi acusado de ser funcionário fantasma quando atuava como secretário parlamentar no gabinete do deputado estadual André do Prado (PL), hoje presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. O caso acabou arquivado após o Ministério Público aceitar explicações e documentos apresentados pela defesa. Mais recentemente, Renato Bolsonaro foi condenado pela Justiça Eleitoral por propaganda eleitoral negativa na campanha de 2024 e recebeu multa de R$ 5 mil, ainda não quitada. Em 2024, ao registrar candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral, Renato Bolsonaro declarou patrimônio de cerca de R$ 3,2 milhões, composto principalmente por veículos, caminhões, um trator, imóveis comerciais e um terreno avaliado em mais de R$ 2 milhões em Miracatu, além de depósitos bancários. Filiado ao PL, partido comandado por Valdemar Costa Neto, Renato é hoje a principal aposta da legenda para manter o sobrenome Bolsonaro nas disputas eleitorais em São Paulo em 2026, diante da ausência de Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos. Em eventos políticos e manifestações, costuma chamar atenção pela semelhança física com o irmão ex-presidente e pelo discurso alinhado às pautas do bolsonarismo. Bilhete premiado Renato Bolsonaro foi às redes sociais reclamar que o prêmio conquistado na Mega da Virada foi sacado por outra pessoa. "Não existe coisa pior do que ganhar e não levar", disse nesta segunda-feira. O prêmio era de R$ 216,76. — Fui até a casa lotérica para receber o prêmio e reaplicar em um outro jogo. Quando, para a minha surpresa, a atendente verificou o volante e me disse que o jogo já havia sido pago. Indaguei: Como? Se o volante está na minha mão, na minha posse, não passei para ninguém, não dei para ninguém e o cartão possui um QR Code para validar a aposta — afirmou Renato. O irmão de Bolsonaro havia compartilhado no início do mês que o bolão da família acertou quatro dos seis números da Mega da Virada. Segundo ele, as apostas são feitas todo ano com o irmão Jair e outros dois familiares, e eles também ganharam a quadra em 2024. Initial plugin text Entre os quatro números acertados está o 13, que costuma ser alvo de ironias da direita brasileira por ser o número característico do Partido dos Trabalhadores (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros dois jogos do bolão foram feitos com o número 22, do Partido Liberal, que acabou não sendo sorteado. Os números sorteados pela Caixa Econômica foram 59 - 21 - 32 - 13 - 33 - 09. No bolão da família Bolsonaro, a quadra acertada foi com os números 13 - 21 - 32 - 59. Os outros dois jogos que constavam o número 22 não acertaram nenhuma dezena.
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January 27, 2026 at 12:44 PM
Aprenda a fazer o bolo de chocolate perfeito
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January 27, 2026 at 12:44 PM
Torcida organizada do Lyon protesta contra Textor em comunicado: 'O lugar dele não é aqui'
O empresário americano John Textor não é bem-visto pela torcida do Lyon — ao menos parte dela. O principal grupo organizado dos franceses, os Bad Gones, publicou um comunicado em que se opõe à presença do ex-presidente do clube na Assembleia Geral, que será realizada nesta quarta-feira. “É dever e honra de cada acionista deixar claro que o lugar dele não é aqui”, escreveram os Bad Gones em um comunicado publicado nesta terça-feira. Textor deixou a presidência do clube em 2025, mas ele continua como acionista por meio da Eagle, holding que controla o Lyon. Portanto, teria direito de comparecer à Assembleia Geral desta quarta-feira, no Groupama Stadium. Os Bad Gones, no entanto, deixaram claro que não aprovam a presença do empresário. Segundo o grupo, Textor é o responsável por quase afundar o clube. “Mesmo com o trabalho da atual diretoria em andamento para recolocar o clube nos trilhos, a ideia de ver aquele que quase afundou o nosso clube vir desfilar aqui é insuportável. John Textor e a Eagle devem permanecer o mais longe possível do nosso clube. Caso ele esteja presente, é dever e honra de cada acionista deixar claro que o lugar dele não é, e nunca foi, aqui”, afirmaram no comunicado. Textor, no entanto, é esperado na estreia do Botafogo contra o Cruzeiro, nesta quinta-feira, no Nilton Santos. Textor assumiu a presidência do Lyon em 2023, após se tornar o acionista majoritário do clube. Durante sua gestão, as finanças dos franceses foram comprometidas, e o time ficou próximo de um rebaixamento administrativo para a Ligue 2 (segunda divisão do país). A punição foi anulada algumas semanas após um acordo com a acionista Michele Kang. Ela apresentou as garantias financeiras necessárias para manter o Lyon na primeira divisão e assumiu o cargo de presidente.
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January 27, 2026 at 12:44 PM
Embraer vai fabricar aviões na Índia em parceria com a Adani
A Adani, presidida pelo bilionário indiano Gautam Adani, e a brasileira Embraer assinaram nesta terça-feira um acordo para a fabricação de aeronaves na Índia, no que seria a primeira unidade de produção do país na aviação civil. A Adani Enterprises e a empresa de capital fechado Adani Defence & Aerospace assinaram um memorando de entendimento com a Embraer para colaborar na fabricação de aeronaves, na cadeia de suprimentos, em serviços de pós-venda e no treinamento de pilotos, informou o grupo indiano em comunicado divulgado nesta terça-feira. O acordo, que ainda não definiu o tipo de aeronave que será produzido, impulsionará as iniciativas da Índia para ampliar a conectividade aérea regional. "O ecossistema proposto está destinado a apoiar a demanda interna e, simultaneamente, gerar um número significativo de empregos diretos e indiretos", acrescenta o comunicado, sem revelar detalhes financeiros. “A Índia é um mercado estratégico para a Embraer, e esta parceria combina nossa expertise aeroespacial com as fortes capacidades industriais da Adani”, afirmou no comunicado Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Commercial Aviation. Meijer disse a repórteres em Nova Délhi que ainda é cedo para especificar o valor do investimento. Jeet Adani, diretor da Adani Defence e filho mais novo de Gautam Adani, afirmou que o grupo está considerando algumas localidades para a nova unidade e espera que os detalhes sejam finalizados nos próximos meses. No mês passado, Jeet Adani disse à Bloomberg News que o grupo estava explorando a fabricação de aeronaves por meio de parcerias com empresas globais, mas não forneceu mais detalhes. A parceria dá um forte impulso ao plano do governo liderado por Narendra Modi de transformar a Índia em um polo manufatureiro, atraindo empresas estrangeiras que produzem desde smartphones até aeronaves comerciais. Trata-se também de uma nova linha de negócios para o conglomerado, que atua de portos a energia e que busca impulsionar seus negócios no setor aeroespacial. Até agora, a Adani estava limitada à operação de aeroportos locais. A Força Aérea da Índia, país mais populoso do mundo, utiliza aviões da Embraer, incluindo o Legacy 600 e o "Netra" AEW&C, baseado no modelo ERJ145. Enquanto a fabricante brasileira de aeronaves mantém conversas com a companhia aérea regional Star Air para a aquisição de até 20 aeronaves, a empresa tem a ambição de ampliar sua presença no país. A Embraer inaugurou seu escritório na Índia, em Nova Délhi, em outubro passado. Quase 50 aeronaves da Embraer estão em operação na Índia nos segmentos comercial, de defesa e de aviação executiva, segundo o comunicado. A Embraer anunciou em outubro que fechou o terceiro trimestre de 2025 com uma carteira de pedidos de 490 aeronaves.
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January 27, 2026 at 12:26 PM
Veja a lista de indicados ao Bafta 2026, com 'O agente secreto' entre os cotados
Os indicados ao Bafta 2026 serão anunciados nesta terça-feira, a partir das 9h. A principal premiação do cinema britânico pode trazer mais indicações a "O agente secreto", filme de Kleber Mendonça Filho que já ganhou o Globo de Ouro e está na disputa do Oscar. A cerimônia de premiação do Bafta acontece no dia 22 de fevereiro, com transmissão da TNT e do HBO Max. Além do prêmio de melhor filme em língua estrangeira, há expectativa de indicação também para Wagner Moura como melhor ator e Kleber Mendonça Filho como melhor roteiro original. Em 2025, "Ainda estou aqui", de Walter Salles, foi indicado melhor filme em língua estrangeira, mas perdeu para "Emilia Pérez". Este ano, o Brasil pode ainda alcançar indicações em Fotografia (Adolpho Veloso, por "Sonhos de Trem") e documentário (Petra Costa, por "Apocalipse nos Trópicos"). Veja a lista de indicados ao Bafta 2026 Melhor Filme Melhor Ator Melhor Atriz Melhor Ator Coadjuvante Melhor Atriz Coadjuvante Melhor Direção Melhor Filme Britânico Melhor Roteiro Original Melhor Roteiro Adaptado Melhor Filme de Animação Melhor Filme Infantil Melhor Filme de Língua Não-Inglesa Melhor Documentário Melhor Curta-Metragem Britânico Melhor Curta-Metragem de Animação Britânico Melhor Trilha Sonora Original Melhor Diretor ou Roteirista Britânico Estreante Melhor Design de Produção Melhor Edição Melhor Som Melhor Fotografia Melhores Efeitos Visuais Melhor Elenco Melhor Cabelo e Maquiagem Melhor Figurino
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January 27, 2026 at 12:26 PM
Ex-executiva do Citigroup processa banco alegando ser vítima de assédio sexual
Uma ex-executiva da área de gestão de fortunas do Citigroup processou o banco alegando que foi vítima de assédio sexual por parte de um dos principais líderes da instituição, Andy Sieg, diretor de gestão de patrimônio. A notícia foi revelada pelo jornal britânico Financial Times. Por US$ 1,79 bilhão: Gigante chinesa de artigos esportivos Anta Sports se tornará a maior acionista da Puma Novidades: Nubank mudará modelo de trabalho remoto e quer funcionários três vezes por semana no presencial em 2027 Julia Carreon, que deixou o banco em 2024, entrou com uma ação na segunda-feira em um tribunal federal em Manhattan, afirmando que suportou meses de assédio sexual por parte de Sieg e acusando o banco de ter um departamento de recursos humanos “instrumentalizado”. A denúncia diz que, com a ajuda do RH e da cultura "discriminatória" e de "assédio sexual" do Citi, Sieg manchou a reputação de Julia e a forçou a deixar a empresa. Sede do Citigroup em Sydney, na Austrália Bloomberg Finance LP Banco nega Trata-se da mais recente acusação contra Sieg relacionada ao seu comportamento. O Citigroup havia contratado anteriormente um escritório de advocacia para investigar denúncias feitas por funcionários atuais e antigos, que o acusaram de intimidação e de afastar colaboradores de forma injusta. Mas o jornal britânico Financial Times informou que a investigação não entrevistou algumas das mulheres em cargos de liderança que haviam manifestado preocupação. A presidente-executiva, Jane Fraser, afirmou que ficou “confortável” com o resultado da apuração. Master: PF ouve novos depoimentos; veja quem vai falar e o que está em jogo Em novembro, a CEO do Citi deu a Sieg ainda mais responsabilidades ao colocar os negócios de varejo do Citigroup sob seu comando. “Este processo não tem absolutamente nenhum mérito e vamos demonstrar isso por meio do processo legal”, disse o porta-voz do Citigroup, Mark Costiglio. Até em Miami? Prédio de luxo tenta despejar o Banco Master após meses sem pagar aluguel de R$ 2,24 milhões Carreon, que havia sido contratada para ajudar nas operações digitais, alegou que Sieg exibiu “conduta pública e sexualmente carregada” em relação a ela, observando que se tornou um boato generalizado dentro da empresa que os dois mantinham um caso. Segundo a petição, o rumor a deixou angustiada e sem conseguir dormir. Ela disse que foi forçada a deixar o banco em 2024.
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January 27, 2026 at 12:26 PM