Jean-Paul Sartre, O ser e o nada
Jean-Paul Sartre, O ser e o nada
o meio-dia repousa no espaço e no tempo...
somente o teu olhar, formidável,
me fita, ó infinidade!
Nietzsche,
A gaia ciência
o meio-dia repousa no espaço e no tempo...
somente o teu olhar, formidável,
me fita, ó infinidade!
Nietzsche,
A gaia ciência
para além do bem e do mal, gozando ora com a luz,
ora com a sombra, abstraindo de mim,
de tudo apenas o jogo, simples brincadeira,
todo o lago, todo meio-dia, tempos sem fim.
Nietzsche, a gaia ciência
para além do bem e do mal, gozando ora com a luz,
ora com a sombra, abstraindo de mim,
de tudo apenas o jogo, simples brincadeira,
todo o lago, todo meio-dia, tempos sem fim.
Nietzsche, a gaia ciência
dancemos de mil maneiras,
e digam que a nossa arte... é livre,
e gaia... a nossa ciência!
Nietzsche,
A gaia ciência
dancemos de mil maneiras,
e digam que a nossa arte... é livre,
e gaia... a nossa ciência!
Nietzsche,
A gaia ciência
~ Marguerite Yourcenar
~ Marguerite Yourcenar
– Octavio Paz, em “A outra voz”
– Octavio Paz, em “A outra voz”
Se pudesse calar-me durante um ano, ao cabo da experiência, declarar-me-ia deus..."
Emil Cioran
Se pudesse calar-me durante um ano, ao cabo da experiência, declarar-me-ia deus..."
Emil Cioran
Mudo, profundo
Como ruína que desaba
Tudo o que vive e sente o mundo.
A humanidade cujo rir
É um esquecimento fundo
Sabe, sem o analisar,
Que em mim naufraga o sentir
Nos rochedos do pensar.
Fernando Pessoa
Fausto - Tragédia Subjectiva
Mudo, profundo
Como ruína que desaba
Tudo o que vive e sente o mundo.
A humanidade cujo rir
É um esquecimento fundo
Sabe, sem o analisar,
Que em mim naufraga o sentir
Nos rochedos do pensar.
Fernando Pessoa
Fausto - Tragédia Subjectiva
aqueles que acontecem bem longe dos holofotes. O dom de viver sem aplauso e sem plateia.
O glorioso e secreto dom de vencer os dias.
Martha Medeiros
aqueles que acontecem bem longe dos holofotes. O dom de viver sem aplauso e sem plateia.
O glorioso e secreto dom de vencer os dias.
Martha Medeiros
Isto não vem a propósito de nada.
Bernardo Soares,
O livro do desassossego
Isto não vem a propósito de nada.
Bernardo Soares,
O livro do desassossego
Franz Kafka
Franz Kafka
descoberta, canto e profecia.
António arnaut
descoberta, canto e profecia.
António arnaut
o poeta é um exorcista,
desde que não desista.
antónio arnaut
o poeta é um exorcista,
desde que não desista.
antónio arnaut
uma chama invisível consome
o silêncio liberto das palavras.
antónio arnaut
uma chama invisível consome
o silêncio liberto das palavras.
antónio arnaut
com o fogo da emoção que o amotina.
antónio arnaut
com o fogo da emoção que o amotina.
antónio arnaut
antes que o fio se perca da palavra.
antónio arnaut
antes que o fio se perca da palavra.
antónio arnaut
contas dum rosário,
soletradas, conjugadas
à procura
do sulco emergente do poema.
Mar de fogo pétalas ternura
astro lábio vento diadema.
antónio arnaut
contas dum rosário,
soletradas, conjugadas
à procura
do sulco emergente do poema.
Mar de fogo pétalas ternura
astro lábio vento diadema.
antónio arnaut
a revolta
do poema
à procura do verso
incontroverso
encontra o verso
antónio arnaut
a revolta
do poema
à procura do verso
incontroverso
encontra o verso
antónio arnaut
O glorioso e secreto dom de vencer os dias.
Martha Medeiros
O glorioso e secreto dom de vencer os dias.
Martha Medeiros
que dorme intocada
no cerne de ti
para que a noite
saiba que o vento
canta a alegria
que nela colhi.
Desperta a palavra
oculta no sangue
que pulsa nas veias
para que o céu
saiba que a terra
canta o desejo
que nela semeias
António Arnaut
que dorme intocada
no cerne de ti
para que a noite
saiba que o vento
canta a alegria
que nela colhi.
Desperta a palavra
oculta no sangue
que pulsa nas veias
para que o céu
saiba que a terra
canta o desejo
que nela semeias
António Arnaut
e o tempo for apenas
a ínfima poalha
dos escombros do nada,
só a eternidade do silêncio
fará ouvir
num eco lancinante
a última e definitiva
mensagem do homem.
António Arnaut
e o tempo for apenas
a ínfima poalha
dos escombros do nada,
só a eternidade do silêncio
fará ouvir
num eco lancinante
a última e definitiva
mensagem do homem.
António Arnaut
Que faz meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham
como eu
Alberto Caeiro
O guardador de rebanhos
Que faz meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham
como eu
Alberto Caeiro
O guardador de rebanhos
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda a minha vida inteira.
DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. "Alguma poesia".
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda a minha vida inteira.
DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. "Alguma poesia".